Chuva e calor atraem a dengue
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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Micaela Orikasa<br>Reportagem Local 
Londrina - Para o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, nada melhor que a combinação de chuva e calor. Esse clima típico do verão e que atinge Londrina nos últimos dias requer não só mais trabalho para os agentes de Endemias da Secretaria de Saúde, mas principalmente uma maior atenção da população.
Além disso, com o feriado de Carnaval, quem irá pegar a estrada deve tomar todos os cuidados antes de deixar a casa. A recomendação do supervisor de Endemias do município, Luiz Alfredo Gonçalves, é fazer uma vistoria geral no quintal e dentro da residência, antes e depois da viagem. Para quem for se ausentar por mais de 10 dias, ele ressalta que é válido deixar alguém responsável pela residência.
"Alguns pontos que não se deve esquecer são as calhas, que devem estar limpas, assim como os recipientes de água dos cachorros e vasos de plantas. É importante tampar os ralos, até mesmo com tapetes e manter os vasos sanitários fechados", orienta o supervisor.
Apesar de muita gente saber a importância de vistoriar todo e qualquer recipiente que possa acumular água, a maioria desconhece que o mosquito sofreu adaptações e aquela história de que ele procura somente água limpa e cristalina para botar seus ovos, não é mais verdade. "Já encontramos larvas em água suja, até mesmo porque elas se alimentam de micro-organismos", explica.
Gonçalves ainda comenta que o tempo abafado intercalado com pancadas de chuva é propício para a rápida evolução dos ovos para o mosquito adulto, que pode acontecer entre 5 e 12 dias. "Para se ter uma ideia, uma fêmea jovem põe em torno de 50 a 70 ovos", diz.
Nesta semana, os agentes de Endemias percorreram bairros da região central e da zona leste, onde se concentra o maior número de casos confirmados. Entre eles estão o Jardim Castelo, Pindorama e as vilas Casoni, Fraternidade e Recreio.
Na casa de Deolinda Zambrin, a agente Juliana Dantas de Carvalho encontrou água acumulada em vasos de plantas e vasilhas de animais, porém sem nenhum foco. "Com essa chuva fica difícil evitar que isso aconteça", justifica a dona de casa, que foi orientada a fazer a remoção da água logo após a chuva.
A orientadora de equipe Adriana Gonçalves também lembra os moradores que no último Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa), realizado em janeiro, apontou um índice de risco de 6% - o considerado tolerável pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é 1%. "A gente percebe que a maioria das pessoas está bem informada sobre os sintomas e cuidados básicos, mas sempre fica alguma coisa para trás em relação aos criadouros do mosquito. Nesta época de chuva e calor, todo dia encontramos focos", ressalta.
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