Chuva e calor aceleram o crescimento de mato
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 29 de janeiro de 1997
Carina Paccola 
As chuvas constantes associadas ao clima quente têm acelerado o crescimento de matos e gramas e dificultado o trabalho de poda e capina em Londrina. Cerca de 500 pessoas trabalham em 40 frentes de trabalho em quatro regiões da Cidade. Alguns pontos considerados mais críticos, por terem maior concentração de gente, estão recebendo atenção especial com trabalho permanente de varrição e poda da grama.
No Zerão, por exemplo, faz alguns dias que uma equipe está trabalhando. Vamos manter a grama numa altura aceitável, diz o presidente da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), Nélson Takeo Kohatsu. Esse serviço permanente vai até março, quando a situação deve estar mais equilibrada. As margens do Lago Igapó também estão recebendo manutenção.
Kohatsu afirma que a AMA tem registrado mais de quatro mil pedidos nos últimos meses. Em janeiro não pudemos trabalhar como seria necessário, por causa da chuva. E as equipes têm enfrentado as águas, fala. A prioridade nos atendimentos tem sido árvores que correm risco de cair ou que estejam infestadas de cumpim e o mato alto.
As equipes da AMA são divididas em poda, capina de fundo de vale, roça e poda de canteiros e praças, e varrição de ruas. Mesmo com toda essa gente, o trabalho está apertado. Até março a situação fica difícil. Com essa chuva, você poda a grama num dia e, dois dias depois, ela já precisa de novo corte. É impossível atender todos ao mesmo tempo.
O diretor operacional da AMA, Júlio Bittencourt, fala que a autarquia está fazendo um reescalonamento do serviço. Os chefes das quatro regionais da AMA estão indicando quais os pontos mais críticos de cada região. Todos os bairros estão sendo atendidos, por ordem de prioridade. Queremos otimizar a mão-de-obra e alcançarmos um resultado mais rápido.


