Chuva dificulta recapeamento de ruas
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Londrina amanheceu ontem com chuva forte e na maior parte da manhã a garoa tomou conta da paisagem. E a umidade insistente dificulta o trabalho da Secretaria Municipal de Obras e Pavimentação, que precisa finalizar o recapeamento de pelo menos 200 quilômetros de asfalto, que estão em péssima condição de uso em Londrina.
As vias do Jardim Columbia e a Rua Samuel Moura, na Zona Oeste, e as ruas Bahia e Goiás, além da Avenida Dez de Dezembro, na Região Central, são alguns dos locais mais críticos, como afirmou o secretário municipal de Obras e Pavimentação, Nelson Brandão. Segundo ele, só será possível retomar os trabalhos quando parar de chover.
''Não há como realizar tapa-buracos com chuva: a umidade na areia que compõe a massa asfáltica altera a qualidade do produto'', justificou Brandão, reiterando que as férias das usinas de massa, no final do ano passado, também contribuíram para o atraso no recapeamento.''
O secretário avisou que mesmo com o tempo úmido foi possível recapear parte da Avenida Maringá, anteontem. O próximo passo será limpar o barro que escorreu pela Avenida Castelo Branco com a chuva de ontem: ''Foi pedido aos moradores que construíssem muretas nas casas, mas eles não fizeram e o barro na pista tornou-se perigoso para os veículos'', comentou
''Também nos comprometemos a realizar uma operação tapa-buracos na estrada que liga os distritos de Irerê e Paiquerê. É uma manutenção rápida até que a Secretaria de Agricultura obtenha os recursos para recapear a estrada por inteiro'', completou. Ao assumir o cargo, no início do ano, o secretário de Agricultura, Carlos Eikiti Hirooka, definiu como prioridade a adequação e conservação de 900 quilômetros de estradas rurais.
Em decorrência da chuva forte, o aeroporto foi fechado e dois voos foram cancelados pela manhã.
Previsão
A previsão para os próximos dias em Londrina e região é de clima parcialmente nublado, com pancadas de chuva e trovoadas à tarde ou à noite e as chuvas podem ser significativas. ''Em Londrina já choveu cerca de 180 mm em janeiro, enquanto a média histórica é de 210 mm. Já estava previsto que teríamos um verão chuvoso e a tendência é superar a média em todo o Estado'', analisou Samuel Braun, meteorologista do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), reiterando que alguns municípios já superaram a média, como Campo Mourão e cidades do litoral.
''Mas ainda há déficit de chuva no Extremo-Noroeste do Paraná, como Paranavaí e Umuarama'', informou o meteorologista, citando que com a chegada da frente fria do Rio Grande do Sul, a temperatura máxima deve baixar de 30 para até 27 graus no Norte do Estado.


