Chuva derruba novamente muro da APS-Down
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quinta-feira, 13 de abril de 2017
Simoni Saris<br>Reportagem Local 

A Associação de Pais e Amigos de Portadores de Síndrome de Down (APS-Down) de Londrina voltou a sofrer com os estragos causados pela chuva. No final da tarde de quarta-feira (12), parte do muro dos fundos da entidade cedeu com a força das águas, levando muita lama para dentro da associação. Esta foi a segunda vez que o muro foi derrubado pela chuva. Em outubro de 2011 o mesmo problema já havia ocorrido, resultando em um prejuízo de mais de R$ 60 mil. Dessa vez, o cálculo do valor necessário para reparar o estrago ainda não foi feito, mas a APS-Down é uma instituição sem fins lucrativos e não há reserva de caixa para esse tipo de obra. "O nosso seguro não tem cobertura para esse tipo de dano", disse o secretário escolar da associação, Marco de Castro.
"Em 2011 o Terminal da Zona Oeste estava sendo construído e havia montes de terra acumulados na obra, que vieram com a enxurrada e derrubaram o muro. Na época, a Vigilância Sanitária veio fazer uma vistoria e mandou jogar todos os móveis fora. Recomeçamos só com as paredes", relembrou a vice-diretora da APS-Down, Sônia Polaquini. As marcas da enxurrada que causou a destruição do muro há quase seis anos ainda estão nas paredes externas do prédio onde funciona a associação. "Agora que reconstruímos o muro, acontece de novo. Não foi meia hora de chuva", lamentou Sônia.
Os estragos causados pela chuva de quarta-feira foram menores do que em 2011. Dessa vez, a lama não invadiu a associação e as atividades não precisaram ser suspensas. Mas a direção da instituição cobra providências da prefeitura. A APS-Down fica na Rua Plutão, no Jardim do Sol (zona oeste), mas o muro fica na Rua Vênus, via que serve de escoamento para a enxurrada que se forma na Avenida Leste-Oeste. "Os bueiros estão entupidos. A cada chuva, vem muito lixo e terra da Avenida Leste-Oeste e a água não tem para onde escoar."
Além do prejuízo material, a preocupação também é com a segurança dos alunos e do patrimônio. Na quarta-feira, logo após a queda do muro, um homem foi visto circulando nas dependências da instituição, o que fez com que a direção contratasse um serviço de segurança particular para zelar pela associação durante a noite.
O secretário municipal de Obras, Fernando Tunouti, informou que orientou a entidade a ligar para a Defesa Civil, órgão que poderia fazer a vistoria no local. Independente disso, segundo ele, uma equipe da secretaria será enviada para a APS Down para verificar a situação. Se houver necessidade será feita uma intervenção, como uma limpeza nas galerias.
A instituição atende 160 crianças, jovens e adultos, de zero a 51 anos de idade, portadores de Síndrome de Down, e no mesmo terreno funciona o Centro de Educação Infantil Haydee Colli Monteiro, que atende 54 alunos de zero a 3 anos.
SERVIÇO
A APS-Down fica na Rua Plutão, Jardim do Sol.
Quem quiser colaborar com a associação para a reconstrução do muro pode entrar em contato pelo telefone (43) 3338-9038 ou pelo e-mail [email protected] .


