Londrina - O dia foi de muito trabalho ontem para quem precisou consertar os estragos feitos pela chuva em Londrina. Na Vila Brasil, agentes da Secretaria Municipal do Meio Ambiente recolhiam os galhos de uma sibipiruna que arrancou uma calçada e destelhou uma bicicletaria. Filho do dono do prédio, o agricultor Ricardo Toshiaki Ohara contou que havia protocolado um pedido de retirada da árvore junto à Sema em 1999. "Felizmente não houve feridos, só danos materiais, mas vamos correr atrás de indenização", comentou.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a Zona Norte foi a mais afetada pelo vendaval. Foram contabilizados 32 destelhamentos em toda a cidade, 30 somente no assentamento Nossa Senhora Aparecida (Região Norte). Ainda ontem, o fornecimento de água no Jardim Bandeirantes (Zona Oeste) foi interrompido, depois que a queda de uma árvore, na Rua Serra da Juréia, danificou a rede. A Sanepar comunicou ainda que, com a queda de energia, os níveis de reserva de água de Londrina e Cambé estavam baixos, o que poderia provocar falta d’água em pontos isolados das duas cidades.
O abastecimento de água também ficou comprometido em Arapongas (Norte) na manhã de ontem. Conforme dados da Sanepar, a produção de água foi interrompida no fim da tarde de anteontem, em função da queda de energia na unidade de captação do Ribeirão dos Apertados. O problema só foi solucionado pela Copel por volta das 3 horas e a distribuição de água tratada foi retomada às 5 horas.
Ao todo, a Copel registrou 570 ocorrências durante a chuva. Para Helder Cordeiro Barroso, superintendente da Regional Norte, o vilão foi o vento, que derrubou árvores, responsáveis pela queda de 45 postes de luz em Londrina e região.
"Na área de abrangência da Regional Norte, que compreende 98 municípios, 318 mil unidades consumidoras foram prejudicadas, o que representa metade da população. Só em Londrina, metade da população ficou sem luz, o que representa 138 mil unidades consumidoras", informou Barroso.
Conforme a meteorologista Angela Beatriz Costa, do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), uma frente fria vinda do Paraguai e da Argentina deve chegar ao Estado, causando instabilidade e chuvas rápidas no fim de semana.

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