Chuva deixa Cidade toda cheia de buracos
PUBLICAÇÃO
sábado, 15 de fevereiro de 1997
Da Redação 
O excesso de chuvas no mês de janeiro deixou as ruas de Londrina cheias de buracos. Quem mais sofre com isso são os motoristas, que acabam tendo prejuízos com o conserto dos veículos. A operação tapa-buracos já começou a ser feita pela Prefeitura. Mas os motoristas terão que ter um pouco mais de paciência até que toda a Cidade esteja livre dos buracos.
Um dos trechos mais prejudicados pelas chuvas foi a avenida Madre Leônia Milito, nas proximidades do Catuaí Shopping Center (zona sul). Dos quatro buracos abertos ainda resta um. O promotor de Justiça, Hélio de Oliveira Carvalho, foi um dos que tiveram o carro danificado no buraco - já tapado - embaixo do pontilhão. Carvalho diz que outros seis carros caíram no mesmo buraco enquanto ele estava no local. O borracheiro do posto do shopping disse que várias pessoas tiveram problemas naquele trecho, conta o promotor.
O prejuízo do promotor foi grande. O pneu cortou e não teve recuperação. Segundo ele, o pneu do carro, um Audi, custa cerca de R$ 400. Ficou caro e vou tentar um ressarcimento na Prefeitura, diz. O secretário de Obras, José Righi de Oliveira, que também teve problemas com o carro por causa do mesmo buraco, afirma que reclamações desse tipo serão solucionadas pelo departamento jurídico. Reclamar é um direito da pessoa. Mas argumenta que a Prefeitura não teria como sinalizar todos os pontos afetados pela chuva. Ficaria uma placa atrás da outra, justifica o secretário. Na avenida do Café, por exemplo, tem uns três buracos por metro quadrado.
O secretário calcula que toda a Cidade esteja recuperada dos buracos dentro de 15 ou 20 dias, se não voltar a chover. Para dar conta das aberturas deixadas pela chuva, quatro equipes estão trabalhando exclusivamente para tapar os buracos nas ruas. Normalmente, o trabalho é feito por duas equipes. Para agilizar o conserto, Righi pede à população que informe a Prefeitura dos lugares atingidos. Para isso, basta ligar para 326-1010.
Em uma próxima etapa do trabalho, as vias mais atingidas, segundo Righi, deverão ser recapeadas. Ele prevê que o recapeamento seja feito no segundo semestre. Até o final do mês, o secretário espera ter um levantamento dos pontos que precisarão de recapeamento. O trabalho, segundo ele, é rápido, sendo feitas até quatro ruas por dia.


