Segundo o capitão Jonas Emmanuel Benghi Pinto, oficial de planejamento, instrução e defesa civil do Corpo de Bombeiros no Litoral, a situação no Paraná acalmou a partir da tarde de domingo. ''O perigo maior já passou'', disse. Ontem, equipes dos bombeiros faziam avaliação das residências e árvores em risco e recuperavam vias de acesso a locais isolados. Eles trabalharam em uma ponte de metal que caiu no bairro Santa Cruz, em Paranaguá.
De acordo com o Simepar, a chuva continua, com menos intensidade, hoje. Conforme a metereologista Sheila Paz, o vento, fator determinante para a situação extrema dos últimos dias, também deve perder força. Podem chover, ainda, cerca de 20 milímetros, pouco expressivo se comparado aos 400 milímetros acumulados nos últimos três dias. O tempo deve abrir amanhã.
Segundo Sheila, o que causou os alagamentos no litoral paranaense não foi o volume da chuva, mas a continuidade dela. ''Novembro acumulou 625 milímetros de chuva até o dia 24 (ontem). Já tivemos situação em que choveram mais 900 mm em um mês. O que aconteceu nesse caso foi que a continuidade da precipitação em uma região encharcada impossibilitava que a água escoasse'', explica. (M.R.M.)

mockup