Chuva complica trânsito em Londrina
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sexta-feira, 23 de maio de 2003
Emerson Dias<BR>Reportagem Local 
A chuva que caiu durante quase todo o dia de ontem provocou atoleiros, alagou empresas e atrasou compromissos, irritando a população londrinense. Um dos maiores problemas foi registrado na avenida Faria Lima, via que liga o centro à Universidade Estadual de Londrina (UEL), na zona oeste.
Cerca de 300 metros da avenida está interditada há duas semanas por uma empresa terceirizada que está duplicando a pista. Para manter o tráfego no local, um desvio de terra foi montado à esquerda do trecho. Com as chuvas da manhã, a poeira virou lama e o primeiro veículo a ficar atolado foi uma caminhonete de Curitiba. A gente vem de outra cidade, não encontra sinalização e acaba enfrentando isso. É uma péssima recepção para quem é de fora, criticou o industrial Adriano Fliscoski, 38 anos.
Um ônibus coletivo que fazia a linha 305 (Centro-Campus) foi o segundo a encalhar no lamaçal, atrapalhando a vida dos estudantes. Tinha um seminário com uma especialista de fora. Era a única aula que ela ia dar e eu perdi, lamentou Petrícia Okubo, 19, aluna do 1º ano de enfermagem. Tínhamos uma assembléia marcada para às nove horas e estamos aqui. Alguém poderia ter interditado a pista e trocar o trajeto, comentou o estudante de história Lauro Alves Leite, 25.
O desencalhe dos veículos aconteceu somente com a chegada de um caminhão guincho. Mesmo assim, a confusão continuou na segunda via de acesso ao campus. Por volta do meio-dia, a Avenida Castelo Branco (que ainda não teve a duplicação terminada) ficou com o tráfego intenso devido à saída dos universitários do período matutino. A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) colocou equipes para controlar o movimento de carros e alertar sobre os problemas na Faria Lima. O gerente de fiscalização de Trânsito da CMTU, Álvaro Grotti, estava ontem em Curitiba, mas a assessoria de comunicação informou que vai manter agentes coordenando o desvio do tráfego até o moledamento do trecho, previsto para a próxima semana.
O Mercado Shangri-lá, na zona oeste, considerado um dos pontos turísticos da cidade, também não escapou do temporal que caiu durante toda a manhã de ontem. Além de goteiras, parte dos corredores ficou alagada, irritando comerciantes e compradores. Segundo os donos de boxes do mercado, que pertence à prefeitura de Londrina, as chuvas apenas colocam em evidência um problema antigo. As pequenas reformas nós fazemos, mas as grandes obras precisam ser feitas pela prefeitura. Já conversamos com o pessoal da CMTU sobre a infiltração, mas eles alegam não ter dinheiro para as obras, criticou o comerciante Márcio Antonio Quinteiro, 42. Ele trabalha no local há mais de 15 anos e paga R$ 450,00 para manter três boxes.
Segundo informações da CMTU, o custo total da obra estimado em cerca de R$ 300 mil, segundo os comerciantes seria muito elevado para os cofres públicos. Mesmo assim gostaríamos de receber esta proposta por escrito, para que os técnicos da CMTU façam uma análise, disse a diretora de Operações e Transporte da CMTU, Rosemeire Suzuki Lima, responsável pelos prédios públicos da cidade.
O Mercado Guanabara, localizado na Avenida Higienópolis (zona sul), também registrou problemas de infiltração, mas uma equipe da CMTU foi até o local para fazer uma vistoria. Se o problema for pequeno, nosso próprio pessoal deverá resolvê-lo, comentou Rosemeire.


