Chuva causa estragos em Paranavaí
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quinta-feira, 02 de fevereiro de 2017
Reportagem Local 

Paranavaí Em apenas uma noite choveu mais que todo o mês de janeiro de 2017 em Paranavaí (Noroeste). O volume registrado do início da noite de terça-feira (31) até a madrugada de quarta foi de 109,6mm, sendo que em todo o janeiro foram registrados 102,8mm. O volume também alcançou a marca de 60% da média histórica em Paranavaí para o mês de janeiro, que é de 185mm. Os dados são do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) e divulgados pela prefeitura.
Na área urbana, o Jardim Ouro Branco foi um dos bairros que mais sofreu com o volume de águas. Na Rua Bahia, esquina com a Rua Prudentópolis, uma das casas foi alagada e o muro desabou. Situação semelhante foi registrada na Rua Guaporé, esquina com a Rua Antônio Fachin, onde o muro também cedeu com a força da chuva. Outro ponto crítico é na Rua Joaquim Silva Pinto, esquina com a Rua Castro, onde o asfalto foi arrancado com o volume de águas.
"Mobilizamos nossas equipes para ajudar os moradores com a limpeza das casas alagadas. O Jardim Ouro Branco recebe um volume muito grande de águas que desembocam de regiões vizinhas, como as avenidas Heitor Furtado, Tancredo Neves e a região da Praça dos Pioneiros. O problema não é a qualidade do asfalto, mas sim a falta de uma galeria adequada para escoamento da chuva", explica o secretário de Infraestrutura do município, Renato Dultra.
Segundo ele, como as galerias foram implantadas há mais de 30 anos, os tubos não dão conta de absorver um volume intenso. "Com isso, ao invés de água passar por dentro dos tubos, ela passa toda por cima do asfalto e arranca o pavimento. A medida definitiva é refazer todo o projeto de captação de águas, com a construção de um novo sistema de tubulação para o bairro. Isso demanda um projeto de grande monta e necessidade de muitos recursos", acrescenta o secretário, dizendo que buscará recursos junto ao governo estadual.
Ainda na área urbana, a Secretaria de Meio Ambiente começou cedo o trabalho de retirada de uma grande árvore que caiu na Avenida Parigot de Souza, uma das vias de mais tráfego por causa do acesso rápido dos bairros para o Centro. Também foram recolhidos galhos em outros pontos.

ESTIAGEM
A zona rural também foi bastante afetada. A Estrada Santa Rosa teve o ponto de maior estrago, com o rompimento total do aterro, impedindo completamente a passagem de veículos e pedestres. Os aterros das estradas Mirassol e São João também foram bastante comprometidos e correm o risco de se romper. Outros pontos estão sendo visitados pelos técnicos da Secretaria Municipal de Agricultura. "Precisamos de uma estiagem de pelo menos dois dias para conseguir reparar estes pontos mais críticos", explica o diretor de Serviços Públicos do município, Alan Domiciano.
SERVIÇO
Os moradores que tiveram suas casas alagadas e precisarem de ajuda com a limpeza, recolhimento de galhos e outros serviços de apoio, podem entrar em contato com com a Secretaria de Infraestrutura pelo fone (44) 3423-3434.


