Chuva causa acidente, alagamentos e suspende cesáreas na maternidade
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 07 de março de 2019
Daniel Muniz e Larissa Ayumi Sato <br> Reportagem Local 
As chuvas que caíram em Londrina na noite de quarta-feira (6) e manhã de quinta (7) causaram transtornos. A Defesa Civil registrou alagamentos em quatro vias da cidade, e ocorreu o fechamento do centro cirúrgico da Maternidade Municipal Lucilla Ballalai.
"O telhado da maternidade, em especial as calhas, acabou não conseguindo dar vazão a esse volume de chuva, por consequência infiltrou para dentro da laje a água que não conseguiu ser drenada. E aí, evidente que a água busca uma saída, e achou os focos de luzes do centro cirúrgico, começou a pingar e tivemos que interditar", detalhou o secretário de Saúde, Felippe Machado, que esteve na maternidade durante o ocorrido, juntamente com a equipe técnica da secretaria, para verificar o telhado.
A equipe técnica da Saúde foi à maternidade e também foi acionada a empresa terceirizada responsável pela manutenção predial das estruturas da secretaria de Saúde para que possa fazer as correções necessárias.
Devido ao fechamento do centro cirúrgico, uma cesárea que estava marcada para a noite de quarta precisou ser transferida para o Hospital Evangélico. "Por conta dessa situação, avisamos o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) evidentemente para que não referenciasse pacientes que necessitassem de cesárea para a maternidade", explica Machado. "Lembrando que o atendimento da maternidade é de 60% a 70% de casos de parto normal, e esses casos estão sendo atendidos sem intercorrência, pois todas as salas de parto normal funcionando sem nenhum prejuízo", pontua o secretário.
Machado afirmou no início da noite de quinta-feira (7) que o centro cirúrgico foi realocado e está funcionando normalmente.
EDITAL DE REFORMA
Machado confirmou que a secretaria de Saúde já finalizou a planilha para que a retomada da obra da maternidade. "Lembrando que é uma ampliação de mais de mil metros quadrados e também a reconstrução de toda a área existente da unidade. E a obra só foi interrompida porque a construtora não estava realizando de acordo com as condições contratuais. A nossa administração é intransigente com qualquer que seja o desvio em relação à conduta adequada. Assim, o contrato foi rescindido, nós multamos a empresa em R$ 1 milhão, aproximadamente e tivemos que recomeçar o processo licitatório, que será publicado muito em breve", comenta.
ACIDENTES E ALAGAMENTOS
Nesta manhã, os motoristas tiveram dificuldades para passar em trechos da avenida Dez de Dezembro, perto da rua Charles Lindemberg, na avenida Juscelino Kubitschek, na altura da rua Pio XII, e na avenida Celso Garcia Cid, próximo da Viação Garcia.
Na noite de quarta, um motorista derrubou o semáforo da avenida JK, esquina com a rua Brasil. De acordo com as pessoas que testemunharam o acidente, o motorista de uma caminhonete trocou o pneu de seu veículo e partiu sem retirar o sinaleiro após a batida.

Durante a manhã desta quinta, equipes da CMTU estavam no local para auxiliar os motoristas no trânsito. Joseph Rafael, funcionário de uma mecânica localizada na esquina do acidente, afirmou que o trânsito estava intenso quando chegou ao trabalho. "Cheguei perto das 8h e estava uma fila grande de veículos, muito trânsito", disse. Às 9h, o trânsito já estava normalizado.
Os acidentes neste trecho da JK são frequentes segundo Claudio Batista, outro funcionário de uma mecânica da área. "O pessoal exagera na velocidade aqui, então é rotineiro ter acidentes ou ouvir freadas bruscas. Hoje mesmo teve uma caminhonete que não viu que o trânsito estava parado e quase bateu em outro veículo", testemunhou.
"Deveria ter um recuo para quem faz essa conversão à esquerda (da JK), seria mais seguro. Porque alguns carros ficam parados em uma faixa e outros continuam descendo a JK sentido à avenida Santos Dumont", adicionou.
*Matéria atualizada às 19h40.


