A visita que agricultores e representantes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina iriam realizar, ontem, em duas áreas da Colônia Coroados (zona sul) cogitadas para abrigar o novo aterro sanitário do município, foram canceladas devido ao mau tempo. Os agricultores da região questionam o resultado do estudo encomendado pela CMTU que apontou uma área de 25 alqueires da Coroados como a mais apropriada para o aterro , e pediram a visita na tentativa de convencer o órgão a mudar o local da instalação.
De acordo com o presidente da Associação de Produtores da Colônia Coroados (Aprocor), João José da Silva, existe o risco de o aterro contaminar as águas do rio dos Apertados, que deságua no rio Tibagi. ''O aterro fica a menos de 500 metros do rio. No futuro, a água vai estar poluída'', alertou.
Silva também reclama da distância do local em relação à área urbana de Londrina. Para ele, a região sul ainda vai crescer muito e, daqui a alguns anos, o aterro irá incomodar moradores da região. ''Eles estão pensando só no agora, não no futuro. Não entendemos os critérios da escolha'', criticou. A reivindicação dos agricultores é que o aterro seja feito em uma área mais distante da cidade.
De acordo com o assessor de imprensa da CMTU, Salvador Francisco de Oliveira
Neto, o relatório de impacto ambiental feito pela Ambienge Engenharia, garante que não há perigos para o meio ambiente da região nem de poluição de rios próximos. ''O aterro terá uma estrutura moderna, bem diferente dos tradicionais lixões'', garantiu. Com relação à proximidade da área urbana, ele afirmou que um estudo do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL) mostrou que o local, distante 15 quilômetros do centro, está fora da área de expansão do município.
A CMTU afirmou que não há previsão para a realização da visita e que o próximo passo agora é marcar um encontro com a comunidade local para discutir os problemas e as compensações da instalação do aterro.

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