Paulo WolfgangNa zona leste...Rua Dom Fernando, alagada: bueiros entupidos, rede pluvial estreita e prejuízo para a comunidadeChoveu, alagou. Esta é a realidade vivida por donas-de-casa e comerciantes em várias regiões de Londrina. Toda vez que chove forte as pessoas têm de lutar contra a inundação de residências e estabelecimentos comerciais e, ainda, amargar a perda de móveis e equipamentos. Na maioria das vezes, os vilões da história são os bueiros entupidos e uma rede pluvial (tubulação) estreita demais.
Roberto Wagner Reami Romanos, proprietário de um posto de gasolina no bairro Cervejaria (zona leste), convive com o problema há 10 anos e diz que já desanimou. ‘‘Quando a chuva é forte ela chega quase a cobrir as bombas de gasolina. Além de não poder abastecer nenhum carro, perco os motores, que acabam estragando’’

Dorico da Silva... e na zona sulA rua Dom Fernando, onde fica o posto de gasolina, está localizada em uma baixada. Isso agrava ainda mais a situação de quem mora ou tem estabelecimento no local. ‘‘Toda a água que cai escorre para cᒒ, diz Romanos. Ele acredita que bueiros entupidos também ajudam a piorar a inundação, mas diz que o problema é mais complicado. ‘‘Mesmo limpa, a tubulação é muito estreita e quando chove forte não dá conta do volume de água.’’
Durante a chuvarada de quarta-feira à noite, conta Romanos, a água atingiu mais de um metro de altura. ‘‘A prova é a marca que a inundação deixou no muro da antiga cervejaria Skol’’, ele conta. O proprietário de um restaurante local, Tedis Antônio Parra, na mesma rua, também reclama da situação e conta que os alagamentos atrapalham os negócios. ‘‘Já cheguei a trabalhar com a água batendo nos joelhos.’’
No jardim Franciscato (zona sul), a situação não é diferente. Maria Madalena da Silva, 60 anos, perdeu a conta do prejuízo que as inundações provocam em casa. Moradora do bairro há oito anos, ela diz que a cada chuva perde algum móvel. ‘‘Entram água e lama na casa e os móveis acabam estragando. Toda vez que chove é aquela correria para puxar água e limpar a sujeira que fica.’’ O bueiro fica no começo da rua, a uns 100 metros da casa, e Madalena diz que está sempre entupido.
O diretor de viação da Secretaria Municipal de Obras, Fernando Farah, não pôde dar entrevista à Folha ontem. Ele explicou que estava ‘‘em campo’’ atendendo e levantando, juntamente com toda a sua equipe, os estragos que as últimas chuvas provocaram na Cidade. Além de bueiros entupidos e alagamentos, a Secretaria recebeu reclamação de três pontes danificadas e deslizamentos de terra em 18 barrancos.

mockup