Há muito tempo Londrina não enfrentava um mês de abril tão chuvoso. De acordo com as previsões do Sistema de Meteorologia do Paraná (Simepar), hoje o tempo vai permanecer nublado e chuvoso durante todo o dia. Se isto acontecer, a Cidade deverá bater um novo recorde. Este abril vai ultrapassar o maior índice pluviométrico do mês desde 1976. Até ontem, o departamento de agrometeorologia do Instituto de Agronomia do Paraná (Iapar) já havia registrado 260 milímetros de chuva.
Desse total, 31,4 mm foram registrados apenas nas chuvas de ontem. Em abril de 1982, o Iapar registrou 266,8 mm de chuva - foi o abril mais chuvoso dos últimos 22 anos. O saldo de tanta água não é positivo. As ruas da Cidade estão esburacadas e as estradas rurais em péssima situação: a Prefeitura alega não ter como fazer os consertos ou mesmo a manutenção. Na iniciativa privada, as construtoras estão enfrentando sérios problemas para dar continuidade às obras contratadas.
Começar obras novas já aprovadas também é inviável enquanto as chuvas forem tão frequentes. O diretor do Sindicato das Construtoras, Antônio Galindo Moreno, explica que o setor está tendo prejuízos consideráveis devido ao clima. ‘‘Chuva é sinônimo de operário parado, atraso no cronograma, problemas com a liberação do financiamento e juros sendo cobrados pelo banco’’, resume o empresário.
Proprietário da Galmo Engenharia, ele explica que a sua empresa está entre as que estão sofrendo com a chuva contínua. Esclarece que o prejuízo só é menor nas obras que estão em fase final e a empresa pode adiantar os serviços de acabamento.
Para as empresas de mototáxi, a chuva também significa prejuízo. Luiz Antônio Campinha, proprietário da Central Moto-Táxi, afirma que o movimento chega a cair até 50% em dias de chuva. ‘‘Quando chove, só sai quem não tem alternativa. Mesmo com o aumento de corridas para transporte de encomendas, em dias de chuva o movimento total cai cerca de 30%’’, diz. A Central Moto-Táxi tem 32 mototaxistas e atende uma média de 260 corridas em dias de sol.

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