O clima úmido das últimas semanas está contribuindo para piorar ainda mais a situação do asfalto em algumas regiões de Londrina. As chuvas vêm alargando buracos em vias importantes como as avenidas Winston Churchill (Zona Norte) e Dez de Dezembro (que liga a Zona Sul à Norte) e em ruas dos bairros.
O departamento de pavimentação da Secretaria Municipal de Obras não possui dados sobre um eventual aumento nas solicitações por melhoria no asfalto, mas funcionários do setor estão fazendo hora-extra para efetuar operações tapa-buraco. São apenas quatro equipes, que trabalham com um caminhão cada. A demanda é grande: na última sexta-feira, buracos num trecho da Dez de Dezembro foram cobertos com pedrisco porque não havia mais massa asfáltica disponível no dia.
A capacidade média de produção do departamento de pavimentação é de 100 a 180 toneladas de massa por dia para recapeamento e de 20 a 30 toneladas para operações tapa-buraco. A gerência do setor admite que tais operações são paliativos, mas alega que a prefeitura não tem estrutura financeira e humana para efetuar a restauração devida em todas as vias do município com necessidade o serviço teria que ser terceirizado.
O secretário de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, explica que as operações tapa-buraco são comprometidas pelas chuvas não apenas porque a umidade piora o asfalto, mas porque os reparos só podem ser feitos com pista seca. ''Há uma previsão de chuvas contínuas até este sábado. A partir de segunda-feira, se o clima ajudar, devemos intensificar o trabalho'', diz o secretário.
Freitas defende que a prefeitura está efetuando ações de recapeamento conforme a disponibilidade de recursos: atualmente, estão sendo feitas restaurações em 14 bairros da Zona Norte. Recentemente, foi licitado o recapeamento de ruas nos jardins Cafezal I, II e III, no Conjunto Saltinho (todos na Zona Sul), na Vila Fraternidade (Zona Leste) e na Vila Industrial (Zona Oeste).
Enquanto não vê resultados, a população se queixa. Na região da baixada da Avenida Winston Churchill, entre o Jardim dos Estados e o Parque Ouro Verde, os moradores reclamam que as chuvas pioraram ainda mais a via, notoriamente esburacada no trecho em questão. ''Esses dias, um Opala quebrou a bandeja num buraco, perdeu a direção e quase entrou dentro da minha casa. É comum ver gente arrebentando o carro nesse pedaço da avenida'', relata o aposentado Raimundo Nascimento de Oliveira.
A operadora de telemarketing Regina Kuceki passa pela Winston Churchill todos os dias para ir ao trabalho. Ontem, teve que deixar seu Gol 2003 no mecânico - no horário do almoço, bateu a parte de baixo do veículo em um buraco. ''A prefeitura coloca massa para tapar, mas depois de dois dias está tudo do mesmo jeito. Os buracos são enormes e ficam alagados. O asfalto cede, solta tudo. Ninguém resolve nada'', critica.

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