A expectativa que 50 mil pessoas circulassem pelos cinco cemitérios de Foz do Iguaçu não foi concretizada devido às fortes chuvas que caíram no início da manhã de ontem. O tempo permaneceu fechado durante todo o dia.
Como todos os cemitérios da cidade são ecumênicos (recebem mortos de todas as religiões), seguidores de várias religiões compareceram. Os árabes, maior comunidade de imigrantes da cidade com cerca de 10 mil pessoas, levaram frutas e flores (queimar velas é proibido) e rezaram em grupo voltados para o leste em direção à Meca, cidade sagrada dos muçulmanos. Os chineses budistas e taoístas, segunda maior colônia estrangeira de Foz, ofereceram alimentos e, alegremente, desejaram boa sorte aos mortos.
Em Ponta Grossa, os carentes ganharam velas para homenagear seus mortos. Ambulantes foram identificados com bonés e camisetas. Pela manhã, a Prefeitura conseguiu enviar ao Cemitério Municipal São José, no centro da cidade, um caminhão pipa. Na véspera de Finados, muita gente não conseguiu limpar os túmulos por causa da falta de água.
A designação do 2 de novembro como um dia de homenagem aos mortos aconteceu por volta do ano 1000, por iniciativa dos monges beneditinos. O abade Santo Odilão, superior do mosteiro de Cluny, na França, deu ordem para que em todos os conventos daquela ordem celebrassem um ofício pelos mortos na tarde de 1º de novembro. A celebração também foi adotada pela Igreja Católica e, aos poucos, tornou-se universal.