Telma Elorza
De Londrina
A chuva que caiu durante todo o dia de ontem, em Londrina, foi um alívio para agricultura que espera há tempos o fim da estiagem. Mas, para os moradores da Vila Fraternidade e Conjunto Pindorama, zona leste da cidade, a chuva representou a volta de uma dor de cabeça que eles prefeririam esquecer. Como acontece sempre que há uma chuva forte, as ruas Santa Margarida e Santa Eloá, que cortam os dois bairros, ficaram alagadas. A água acabou invadindo casas e quintais. Segundo os moradores, o problema é antigo e ocorre por causa da rede de águas pluviais que tem tubulação antiga e estreita.
‘‘As bocas-de-lobo não aguentam a vazão da água, que vem descendo desde o Terminal Rodoviário, passa pela Anderson Clayton até chegar ao bairro. Aqui, com as ruas em declive, a água acaba formando uma piscina’’, explicou o aposentado Aparecido Vítor da Silva, 53 anos, morador da Rua Santa Margarida. Segundo ele, a galeria pluvial foi construída na década de 70, ainda na gestão do prefeito Dalton Paranaguá, mas o problema só foi aparecer depois da construção da nova Rodoviária, há 12 anos. ‘‘Não sei o que fizeram ali. Só sei que, agora, basta uma chuva torrencial de 15 minutos para alagar tudo’’, afirmou.
Silva disse que os moradores tiveram que erguer muretas para impedir que a água continuasse a entrar nas casas. ‘‘Eu tive que construir uma mureta de 50 centímetros de altura para evitar que destruísse a minha casa, como já aconteceu. Agora a água bate na mureta e volta para a rua’’, contou.
O aposentado afirmou que todos estão cansados de reclamar do problema. ‘‘Todo mundo sabe o que acontece aqui. Já vieram vereadores, o secretário de Obras chegou a entrar nas casas, prometeu que faria e aconteceria. Isto há sete meses. E até agora nada’’, reclamou. Para ele, a única solução é a substituição da rede. ‘‘Mas para isto é preciso investir e trocar tudo.’’

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