Paranavaí As voçorocas abertas em Paranavaí em consequência da forte chuva que atingiu a cidade há duas semanas continuam preocupando os moradores. Eles ainda não tiveram todos os problemas resolvidos em função do grande número de atendimentos. Moradores de uma casa que fica andar de cima de um prédio onde funciona um posto de combustível na BR-369, foram obrigados a deixar a casa, por causa das rachaduras que apareceram nas paredes.
A proprietária do Posto Paranavaí, Ana Paula Silveira, afirma que a família de quatro pessoas ficou com medo de permanecer na casa. As rachaduras, segundo ela, foram provocadas por um buraco com cerca de 15 metros de profundidade e 30 metros de largura, que se formou a 20 metros da construção. ''A água foi arrastando tudo e formou o buraco enorme que quase engoliu um caminhão nosso que estava estacionado no posto'', relatou. A força da água também estourou o muro do posto.
Ana Paula, que registrou em fotos os estragos causados pela chuva, afirmou que o problema próximo ao posto se arrasta há anos. ''Já pedimos providência para a prefeitura, mas nada foi feito.''
O secretário de Infra-estrutura e Obras Públicas de Paranavaí, Tarcísio Barbosa de Souza, informou que estão sendo atendidos primeiro os casos considerados mais graves e urgentes. ''A chuva e a erosão do solo arenoso abriram cinco voçorocas de grande porte em vários pontos da cidade. Estamos dando prioridade para os casos em que os imóveis estão ameaçados de cair'', explicou. Das 40 casas atingidas pelas chuvas, duas próximas às voçorocas estão com risco de desabamento.
Barreiras de contenção foram feitas próximas às voçorocas para evitar um estrago maior. ''Pedimos paciência aos moradores, porque são muitos problemas e não vamos conseguir resolver tudo num estalar de dedos.'' Ele informou que os prejuizos já chegam a R$ 3 milhões. Um relatório sobre a situação foi encaminhada esta semana para a Defesa Civil estadual, em Curitiba.

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