Chupetas e mamadeiras sem miçangas
As chupetas e mamadeiras customizadas estão na mira do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que proibiu a confecção, distribuição e comercialização destes produtos. A portaria determinando a proibição entrou em vigor no dia 15 de outubro e também veta a pintura de elementos decorativos e a alteração da cor do produto.
De acordo com o Inmetro, a fixação de cristais, pérolas, miçangas e adereços compromete a segurança das crianças. As chupetas, mamadeiras e bicos de mamadeiras comercializados no Brasil precisam atender aos requisitos definidos em regulamentação técnica. As lojas físicas e virtuais que continuarem comercializando os produtos customizados estão sujeitas a multa.
Segundo o agente de fiscalização de qualidade de Ipem em Londrina, Antonio Carlos Correia, a comercialização de chupetas e mamadeiras faz parte da rotina de fiscalização do órgão. Quando flagrada a comercialização do produto customizado, o lojista será autuado.
Nas redes sociais e em sites de compras é fácil encontrar pessoas oferecendo chupetas customizadas. A professora de Fonoaudiologia da Universidade do Norte do Paraná (Unopar), Cristiane Gomes, explica que um dos perigos das chupetas e mamadeiras customizadas é a cola utilizada para fixar a pedraria. Segundo ela, o material é tóxico e pode provocar alergia e intoxicação. As crianças também podem engolir ou aspirar as pedras, que podem se alojar no pulmão e provocar pneumonia e, em casos mais graves, até matar.
Customizar é modificar algo a fim de tornar-se diferente e exclusivo
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