ReproduçãoMultinacionalO chupa-cabras, segundo desenho feito por testemunhas: bicho foi visto pela primeira vez em 67, nos EUAOs chupa-cabras ganharam este nome - e notoriedade mundial - a partir de 1995, quando centenas de ocorrências foram registradas em diversas regiões agrícolas de Porto Rico, na América Central. O jornalista Arnaldo Garcia, correspondente da rádio WKQA na cidade de Orocovis, foi o primeiro a relatar os casos. Na verdade,, sob o nome genérico de chupa-cabras, foram observadas duas ordens bem distintas de fenômenos, todas elas envolvendo animais mutilados de maneira inexplicável.
A primeira ordem de mutilações consistia na aparição de muitos animais - ovelhas, cabras, bois, cachorros e até veados do zoológico da cidade de Mayaguez - mortos com orifícios perfeitos, em diferentes partes do corpo. Na maioria dos casos os animais apareciam sem uma única gota de sangue e com órgãos internos ou partes do corpo extraídos. Em alguns, apenas o coração havia sido retirado, em outros o fígado, a glândula hipófise ou, ainda, o sistema reprodutivo, lábios, olhos e assim por diante.
Médicos, veterinários, zoólogos, biólogos e diversos outros especialistas investigaram exaustivamente os casos. Nenhum deles conseguiu explicá-los. Quanto mais investigavam, mais dúvidas surgiam. As incisões encontradas nestes animais eram cirurgicamente perfeitas, já cauterizadas, como se tivessem sido realizadas por instrumentos de alta precisão. Os cortes, aparentemente, haviam sido feitos sem provocar sangramento. Tecidos de algumas feridas examinadas ao microscópio revelaram incisões com uma técnica desconhecida pela medicina atual como se as células tivessem sido separadas, sem apresentar lesões.
Paulo San MartinOs especialistasOs gêmeos Eduardo e Oswaldo: seguindo as pistas deixadas pelo animal em várias partes do País
A outra ordem de fenômenos envolvendo animais mutilados era mais grosseira mas não menos intrigante. À semelhança dos animais encontrados mortos no Brasil, eles apareciam por lá também dessangrados e com marcas de arranhões e mordidas realizadas por dentes cuja morfologia a ciência moderna desconhece. Acompanhando esta segunda ordem de fenômenos, foram relatados vários casos de avistamento deste estranho ser que recebeu o nome de chupa-cabras. A partir destes relatos é que se construiu o desenho que tornou-se conhecido no mundo inteiro (veja ilustração ao lado) e que, surpreendentemente, se assemelha aos relatos conseguidos pelo Cepex nas investigações feitas no Brasil a partir do ano passado.
Desde 67, quando o fenômeno chupa-cabras se tornou público, diversos relatos de ocorrências antigas, isoladas porém marcadas pelas mesmas características, acabaram vindo à tona. Em 75 houve uma série delas em Porto Rico, México e interior dos EUA.
Mas a primeira de todas as ocorrências rastreadas pelos investigadores foi registrada em 67, no vale de São Luiz, sul do Estado de Colorado, nos EUA. Uma égua de raça do rancheiro Harry King foi encontrada morta, com o mesmo tipo de perfurações, órgãos arrancados de maneira extremamente precisa e sem nenhum sangue no corpo. Este caso tornou-se importante, pois a égua, suas feridas, as incisões e tecidos, bem como um líquido orgânico desconhecido encontrado ao lado do animal morto, foram exaustivamente estudados na época pelo médico John Henry Altshuler, do Centro Médico Rose, de Denver, Colorado. A maior parte dos laudos obtidos por ele permaneceu em segredo até 95, quando ele decidiu revelá-los. A sua conclusão final foi muito incisiva: ‘‘À luz da ciência médica atual, não há nada que possa explicar o ocorrido.

mockup