Choque entre van e ônibus mata quatro
Edna Mendes
De Cornélio Procópio
Quatro pessoas, sendo três funcionárias da concessionária Econorte, morreram na madrugada de ontem em um acidente na PR-323, entre Sertanópolis (40 km ao norte de Londrina) e Sertaneja. O acidente envolveu três veículos e foi causado por uma ultrapassagem perigosa. No final da tarde, um funcionário da Econorte continuava internado em estado grave no Hospital Universitário de Londrina. Todos os mortos moravam em Sertanópolis.
A van Topic da empresa Doroso Transporte Ltda, de Londrina, que levava os funcionários do posto de pedágio de Sertaneja de volta para casa em Sertanópolis, por volta da 1 hora, se chocou de frente com um ônibus de turismo da Empresa Serra Morena, de São Paulo, que tentou ultrapassar um caminhão.
O motorista da van, Aparecido Dirceu Burghy, 54 anos, e as funcionárias da concessionária Danieli Suzane Rigato, 21 anos, Marcia da Costa Castro, 19 anos, e Irecê de Jesus Santana, 19 anos, tiveram morte instantânea. Os corpos ficaram presos nas ferragens do veículo e foram mutilados. Reginaldo Afrânio Cardoso, 28 anos, também arrecadador da Econorte teve ferimentos graves e está hospitalizado em Londrina.
Segundo a Polícia Rodoviária, o motorista do ônibus fugiu a pé e até ontem à tarde não havia sido identificado. O ônibus transportava sacoleiros que seguiam do Paraguai para Assis (SP). Nenhum passageiro do ônibus ficou ferido.
As quatro vítimas foram veladas durante todo o dia de ontem na Capela Mortuária de Sertanópolis. Irecê e o motorista da van foram sepultados ainda ontem no cemitério municipal. Daniele será sepultada hoje em Sertanópolis e Márcia em Prado Ferreira (53 km ao norte de Londrina).
De acordo com informações da Econorte, todos os dias os funcionários faziam o trajeto de 31 quilômetros entre Sertanópolis e o posto de pedágio de Sertaneja. Eles trabalhavam das 15 horas às 23 horas. Com exceção de Márcia, que trabalhava na empresa há cerca de um mês, os outros funcionários prestavam serviços para a concessionária desde a implantação do pedágio no ano passado. A Econorte também informou que vai custear todas as despesas com velórios e sepultamentos. Todos os funcionários tinham seguro de vida.





