Choque da PM fere e prende manifestantes
Moradores da Vila Iara, na zona leste de Londrina, protestavam pedindo segurança na travessia da BR-369. Um menor morreu domingo
Josoé de CarvalhoAÇÃOGrupo de moradores empurra tronco de árvore para interditar pista da Avenida Brasília (BR-369)Josoé de CarvalhoREAÇÃOPelotão de Choque inicia dispersão dos manifestantes com bombas de efeito moral e balas de borrachaJosoé de CarvalhoDETENÇÃOManifestante ferido na perna é preso por policiais militares
Lino Ramos
De Londrina
Pelo menos 18 pessoas foram detidas após o tumulto ocorrido ontem à noite na BR-369, zona leste de Londrina, durante protesto contra o atropelamento do menor Diego Bueno leia na página 3). Vários menores estavam entre os detidos.
A Tropa de Choque e a Ronda Ostensiva de Natureza Especial (Rone) fizeram um arrastão pelas ruas próximas ao local do conflito para deter os suspeitos de terem enfrentado a PM com pedradas.
Um grupo de advogados do Centro de Direitos Humanos de Londrina (CDH) acompanhou a movimentação na 10ª Subdivisão Policial, para onde os detidos foram levados. Terezinha Vieira da Silva, 38 anos, mostrou um ferimento no braço e disse que a PM entrou no quintal de sua casa para prender seu filho, Wagner José Azevedo, 18 anos, que não teria participado do confronto. Eu empurrei ele pra dentro de casa, mas jogaram ele no camburão, contou na delegacia.
Débora Hartmmam Borga, 17 anos, alegou que voltava do serviço na companhia do marido, Adriano Luiz Borba, 20 anos, que foi preso indevidamente. Ele estava voltando do serviço, afirmou.
O tráfego na BR-369 voltou ao normal por volta das 20h30, após os manifestantes serem dispersados pela PM. A ação violenta da polícia começou por volta das 19 horas, quando os manifestantes reclamaram que a Tropa de Choque invadiu o local determinado para o protesto.
Houve bate-boca entre policiais e populares. Algumas pedras foram jogadas sobre a PM, que ameaçou avançar. Novas pedras foram arremessadas e a políca partiu para cima dos manifestantes atirando bombas de efeito moral e balas de borracha. O protesto não foi pacífico, eles partiram pra cima do choque e uma mulher grávida foi a primeira a levar uma pedrada, justificou o comandante da operação, sargento Salmen Vieira da Silva.
A comunidade da Vila Iara fez o protesto para cobrar da prefeitura medidas que evitem novos atropelamentos na rodovia.





