A solução encontrada pela direção-geral brasileira da Itaipu Binacional para assentar os avás-guarani poderá levar a direção paraguaia a redescobrir seus índios. Enquanto no lado brasileiro o alagamento atingiu uma única comunidade, na margem paraguaia do Rio Paraná 14 áreas de avás-chiripá e m’bya ficaram submersas.
Eles viraram bóias-frias e até hoje pedem emprego em sítios e fazendas. Situação semelhante ocorreu em São Miguel do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipu, no lado brasileiro para onde se deslocaram em busca de emprego várias famílias avá-guarani.
A direção paraguaia providenciou o remanejamento de famílias apenas para duas áreas que comprou no departamento (estado) de Alto Paraná. Até hoje, os mais de 5 mil índios desalojados das suas terras esperam a compensação.

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