Chineses que 'mandavam' no comércio
O termo mandarim originou-se no século XVII. Neste período, fervilhavam as relações comerciais entre chineses e portugueses, que aportavam em terras orientais em busca de seda, chá e produtos exóticos. Os comerciantes lusos negociavam diretamente com funcionários designados pelo governo imperial. Desta forma, os portugueses tratavam com os chineses que 'mandavam'. Daí o termo 'mandarim' conhecido no Ocidente.
No chinês, predomimam grafemas (ideogramas) e não um alfabeto propriamente dito. Os grafemas transcrevem significados, em vez de fonemas. Isoladamente, são lidos como sílabas diferentes. Às vezes, para representar a idéia de uma palavra, empregam-se elementos diferentes. As palavras são formadas pela associação de grafemas que estejam relacionados ao seu significado. Por exemplo, a palavra 'brilho' é formada pelos grafemas de 'sol' e 'lua'.
No mandarim, são diferentes os tons das palavras e a necessidade de se entender e desenhar os ideogramas. Cada tom pronunciado de forma errada ganha um significado totalmente diferente. Exemplo: comprar e vender. A palavra é a mesma, só o tom que é diferente: mai (com uma pequena inflexão) e mai (com terminação aguda). Um significa comprar e o outro, vender, respectivamente. Para cada sílaba, existe um ideograma. Para o ocidental, é complicado até aprender a desenhar.
É comum o aluno de chinês cometer gafes quando tenta praticar o idioma com alguém que conhece bem a língua. Uma prova: mãe é ma. Agora, caso seja pronunciada com um tom diferente e arrastando-se o a (maa), quer dizer cavalo.





