Segundo o ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida (PT), que começou as obras de transposição da avenida Maringá no ano passado, a conclusão do asfaltamento no trecho consumiria cerca de R$ 50 mil e beneficiaria, realmente, os moradores da região. ‘‘Não haveria dificuldade, é só asfaltar. As maiores dificuldades são os dois bueiros celulares, que já foram feitos.’’ Apesar disso, Cheida concorda com a opinião do secretário José Righi, de que a obra completa, com a ligação até a avenida Madre Leônia, seria muito mais benéfica para a Cidade porque se tornaria uma ‘‘artéria’’ importante, ligando as regiões oeste e sul.
O ex-prefeito estranhou, no entanto, os números apresentados pelo atual secretário sobre a conclusão das obras: R$ 650 mil só para as obras, mais R$ 450 mil para a duplicação da ligação entre os lagos Igapó 1 e 2, além das desapropriações. Segundo ele, a Prefeitura já tinha negociado em 97 com todos os proprietários de chácaras da gleba Palhano, por onde passará a ampliação da avenida, e a administração não precisaria gastar dinheiro com desapropriações. A negociação envolvia permutas através de IPTU e dívidas atrasadas - além de benfeitorias na região, mesmo porque, segundo Cheida, a continuação da Maringá iria valorizar muito as propriedades. ‘‘Só não chegamos a fechar o negócio documentalmente.’’
Sobre as obras, aponta Cheida, a administração municipal gastaria apenas com serviços de infra-estrutura, como galeria, terraplenagem e asfalto. ‘‘Tudo com recursos da própria Prefeitura’’, aponta, lembrando, por exemplo, que o própria Autarquia dos Serviços de Pavimentação de Londrina (Pavilon) poderia fazer o asfalto.

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