Cheia impede travessia de balsa
Cheia impede travessia de balsa
Valmir Denardin
A cheia do Rio Iguaçu provocou ontem a interrupção do tráfego na Estrada do Colono, que liga as regiões Oeste e Sudoeste do Estado. Invadida desde 11 de janeiro, a estrada, que corta o Parque Nacional do Iguaçu, vinha sendo mantida aberta de maneira irregular por moradores e políticos das duas regiões.
Ontem pela manhã, o Rio Iguaçu estava dois metros acima de seu nível normal, o que impediu o funcionamento da balsa, que liga os municípios de Serranópolis do Iguaçu (Oeste) e Capanema (Sudoeste). Com a subida da água, a balsa não consegue atracar nas margens do rio. No final de abril, a estrada permaneceu fechada durante cinco dias, pelo mesmo motivo. Agora, não há previsão de reabertura.
Desde a invasão, a estrada, que tem 17,6 quilômetros dentro do parque, permanece aberta entre as 6h30 e as 18h30. Só é permitida a passagem de carros de passeio e caminhonetes. O grupo de ocupantes cobra um pedágio ilegal de R$ 5,00 por veículo. Trezentos veículos, em média, utilizam a estrada por dia. Até agora, o Ibama, órgão responsável pelo parque, não conseguiu retirar os invasores do local.
Desabrigados Em Ciudad del Este, no Paraguai, as 300 famílias que ficaram desabrigadas em consequência da cheia do Rio Acaray, afluente do Rio Paraná, continuavam ontem abrigadas em uma igreja e uma escola. O rio começou a baixar ontem e os desabrigados devem iniciar o retorno para suas casas neste final de semana.
Em Foz do Iguaçu, as 29 pessoas que estavam alojadas em uma escola voltaram para casa ontem à tarde. Elas moram no Jardim Alice 2, onde um córrego transbordou na noite de quarta-feira. A chuva fez transbordar córregos em oito bairros, alagando cerca de 300 casas.
Francisco Beltrão O Rio Marrecas atingiu seis metros acima do nível normal na manhã de ontem, mas no final da tarde o nível do rio já havia baixado para três metros. A situação começa a voltar ao normal na cidade. A Defesa Civil está arrecadando e distribuindo alimentos, roupas e medicamentos para as 100 famílias desalojadas, que estão em cinco pavilhões comunitários.
A Defesa Civil continua em alerta, com caminhões em prontidão, sob o risco de a água voltar a subir. Os bairros mais atingidos foram São Miguel, Kennedy, Alvorada, Entre Rios e Marrecas. Em 12 horas, foram registrados 184 mm de precipitação de chuva.





