Curitiba - Cerca de 120 famílias estão desabrigadas em Rio Negro (109 km a sudoeste de Curitiba), consequência da cheia do rio que corta a cidade e que dá o nome ao munícipio, divisa com Mafra (SC). De acordo com a Secretaria Municipal de Ação Social, 19 famílias (59 pessoas) estão abrigadas no ginásio de esportes, no Centro da cidade, com suporte de alimentos e de estadia.
''Estamos priorizando o trabalho emergencial'', afirma a secretária da Ação Social, Kátia Saliba. Segundo ela, o rio está 9,47 metros acima do normal em razão das fortes chuvas, ocorrida durante esta semana. ''Muitas pessoas saíram do ginásio e foram para casas de parentes aqui e para Mafra'', conta.
A preocupação da defesa civil é a de retirar outros moradores da beira do rio e levá-las para o ginásio, mesmo com o clima estável. Muitos tiveram suas residências tomadas pela enchente. ''A hora que a água chegou já não tinha ninguém nas casas'', diz, embora admita que haja outras pessoas que preferiram ficar em suas casas mesmo com risco.
A defesa civil da cidade espera que, em 30 dias, a situação já esteja controlada. A secretária disse que não há nenhum projeto em andamento para retirada de pessoas das margens do rio, mas que já inauguraram há dois anos um residencial com esse objetivo. O município, conforme Kátia, deve trabalhar para a retirada dessas pessoas da zona de risco. A defesa civil estadual está dando suporte à cidade.

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