Chegou o Natal; e agora, que presente comprar ?
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terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Marco Feltrin<br> Reportagem Local 
O mês de dezembro é sinônimo de comércio lotado, com lojas abertas até mais tarde e pessoas transitando com sacolas e mais sacolas nas mãos. ''Manda'' a tradição natalina que familiares e amigos troquem presentes, atitude inspirada nos três Reis Magos que levaram ouro, incenso e um perfume caro chamado mirra para o menino Jesus. Tanto que em países como Espanha e México a troca de presentes ocorre somente no dia 6 de janeiro, Dia de Reis.
A hora de escolher os presentes para pai, mãe, irmão, sobrinho, tio, tia, primo ou vizinho é a mais complicada. Seja presentão ou seja lembrancinha, não tem nada mais chato do que a frase clássica na hora da entrega: ''Se você não gostar pode trocar, viu?''.
É por isso que na casa do estudante Giulliano Canolezzi ainda predomina a boa e velha listinha de presentes. Cada um da família indica cerca de dez itens que gostaria de ganhar, garantindo assim a surpresa na noite de Natal. ''Você não sabe ao certo o que vai ganhar, mas sabe que vai gostar'', afirma o estudante.
Já a professora Patrícia Cazengi adota outro estilo de compra. Inspirada nas características dos parentes e apostando na convivência com eles, ela sai às ruas em busca dos presentes que mais combinam com cada um. Para evitar ciúmes, Patrícia tenta comprar produtos na mesma faixa de preço.
Quem também dispensa a lista de presentes é a estudante Alessandra Cristina Dias. Como faz parte de uma família pequena, ela não enfrenta dificuldades na hora de escolher as lembranças, mas reconhece que as mulheres dão mais trabalho. ''Homem é mais básico, com roupa você agrada. Mulher já é mais complicado, porque tem um perfil mais detalhista e exigente'', analisa.
No Natal da família do auxiliar de serviços gerais André Júnior de Oliveira não vai ter erro. Há duas semanas da data, o casal não aguentou esperar e já está com os presentes em mãos. André ganhou um rádio e presenteou a esposa com uma máquina de lavar roupas.
Quem está no maior suspense é Giovanni, de sete anos, e Maria Beatriz, que vai comemorar seu primeiro Natal. Os pais Carlos e Camila Sodré passeiam com os filhos para ver o que eles querem ganhar, mas vão sozinhos na hora da compra. ''Tem que esconder os presentes para manter o clima. A gente faz eles esperarem até meia-noite, diz que o Papai Noel está chegando, e só aí entrega'', conta Camila.
O gerente da loja de presentes ArtBox, Jackson Herthel, aprova o uso da lista de presentes.''Se for feita com antecedência, melhor ainda. A pessoa pode procurar com tempo, achar as melhores opções de mercado, com boas marcas e valores mais baixos. Compras de última hora, na véspera do Natal, são feitas sem muito critério. Na correria o cliente pega o que tem e leva embora'', conta.
A dica mais valiosa, no entanto, é procurar presentes compatíveis com o que se pode gastar, sem exageros, já que o mais importante é a intenção de presentear. ''Presente bom é aquele que se dá com bom gosto, boa vontade, independente do valor''.
Mas ainda há quem deixe de lado o consumismo pregado pela época natalina e aposte no espírito solidário. Perguntados sobre como seria a troca de presentes no fim de ano, o casal de namorados Albert Bernardi e Cristiane Pozzer foram diretos: ''Não vai ter presente para nós''.
O engenheiro e a farmacêutica tiveram a idéia de ajudar crianças carentes com o dinheiro do presente que comprariam um para o outro. ''Nossa recompensa vai ser a satisfação em estar ajudando quem precisa. Ter saúde e comida na mesa já é mais que um presente, porque tem muita gente precisando disso'', ensina Bernardi.


