Chegada de preso acaba em tumulto
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quinta-feira, 09 de novembro de 2000
Betânia Rodrigues De Londrina 
A chegada a Londrina de Rubens Mendes de Queiroz, acusado de ter assassinado Cristian Cesar Moretto e Luciana da Silva, foi muito tumultuada. Ele e o irmão, Joilson Mendes de Queiroz, agrediram os repórteres, fotógrafos e cinegrafistas que o esperavam ontem de manhã na porta da 10ª Subdivisão Policial. O repórter fotográfico Roberto Custódio registrou boletim de ocorrência por lesão corporal.
A confusão começou por volta das 11h35, no momento em que Queiroz deixava a viatura do Centro de Operações Policiais Especiais (COPE) que o trouxe de Mogi das Cruzes (50 quilômetros a leste de São Paulo). Mesmo com as mãos acorrentadas, os três policiais que o escoltaram tiveram muito trabalho para segurá-lo. Ao sair do carro ele avançou em direção aos repórteres chamando-os de urubus, cuspiu num dos cinegrafistas e disse que não falaria nada sobre sua prisão. Um irmão e uma irmã do acusado apareceram de repente para ajudá-lo mas foram contidos pela própria imprensa.
Na delegacia, ele foi apresentado ao delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial, Gilson Garret Algauer, que cumpriu o mandado de prisão. Em seguida, Queiroz foi transferido para a Prisão Provisória de Londrina (PPL), onde ficará até ser julgado pelo júri popular, provavelmente, em fevereiro do próximo ano.
Conforme o juiz da 1ª Vara Criminal, João Luiz Cléve Machado, Queiroz vai responder por duplo homicídio qualificado. Para cada crime a pena varia de 12 a 30 anos de reclusão. Na morte de Cristian, figura como co-autor o irmão de Rubens, Joel Mendes de Queiroz, que está em liberdade à espera de julgamento.
Rubens foi preso em Mogi das Cruzes no dia 31 de outubro através de uma denúncia anônima. O delegado da cidade, Jaércio da Cunha Braga, acredita que sua localização ocorreu depois que o assassinato do estudante Cristian Moretto foi divulgado no programa Linha Direta, da Rede Globo.
O primeiro crime ocorreu em 12 de julho de 96, numa lanchonete na Vila Siam, zona leste de Londrina. A morte do Cristian só ocorreu de fato nove meses depois devido às complicações provocadas pelos tiros que recebeu. Luciana da Silva era mulher de Rubens e foi o pivô do crime. Ele a teria matado por ciúmes em julho de 98.
Apesar de ter agredido várias pessoas dentro e fora da delegacia, Joilson foi liberado. Segundo a titular da delegacia do Adolescente, Joseane Caldardo, ele é educador social no Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi).


