Chefe que persegue pode ser preso
Hoje, somente os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro possuem leis contra o assédio moral. A primeira legislação sobre o tema foi criada em Iracemápolis, no interior paulista. Existe uma lei federal em tramitação sobre o tema. No entanto, por enquanto, no restante do País, a vítima de assédio moral deve recorrer a processo por dano moral. A empresa pode ser condenada a pagar uma indenização ao empregado e o assediador pode até ser preso.
Apesar de pouco reconhecimento jurídico, existem diversos trabalhos acadêmicos sobre o assédio moral. Livros, um site e uma tese de mestrado balizaram o trabalho das psicólogas de Londrina. As pesquisas tiveram como base as obras Mal-Estar no Trabalho e Assédio Moral: A Violência Perversa no Cotidiano, da francesa Marie-Frane Hirigoyen, editados pela Bertrand Brasil. Foi usado também o site www.assediomoral.org.
Na Unifil também foi usada a tese de mestrado de Margarida Maria Silveira Barreto, denominada Uma Jornada de Humilhações, orientado pela doutora Bader Buriham Sawaia. Na pesquisa de Margarida, de 2.072 entrevistados, 870 (42%) sofriam assédio moral. O resultado entre os homens foi o aumento no número de casos de tentativa de suicídio e, entre as mulheres, cresceram os casos de crises de choro.
A UEL e a Unifil realizam trabalhos paralelos. O grupo da UEL é voltado para casos de assédio contra servidores e aposentados do serviço público. O contato com a Unifil deve ser feito por funcionários de empresas privadas, inclusive empregadas domésticas.
Na instituição pública, Cristiane Cruciol é a responsável pelo projeto de pesquisa Mal-Estar no Serviço Pú-blico, com participação da aluna Mariana Rosa Cavalli. Já o trabalho na Unifil teve início com um projeto de estágio das alunas Renata Gomes Milanez e Fernanda Giacomini. A pesquisa está tendo continuidade neste ano com as estudantes Suziane Faria e Alexandra Leite, além da psicóloga Edelwais.
Em parceria, as universidades estão montando um grupo de estudos para divulgar o trabalho relacionado ao assédio moral. Para a montagem, as psicólogas esperam contato de quem já sofreu assédio e até de possíveis assediadores. O contato pode ser feito por telefone. Os números do Departamento de Psicologia Social e Institucional da UEL são (43) 3371-4492 e 3371-4487. No Serviço de Psicologia da Unifil, o telefone é 3375-7551.





