Chefe do TG garante que seleção é justa
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segunda-feira, 30 de julho de 2007
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Ontem foi dia de inspeção no Tiro de Guerra de Londrina. E o chefe dos 20 Tiros de Guerra existentes no Paraná e em Santa Catarina, coronel Aloysio Arthur Chaves Pinto, aproveitou para esclarecer que são convocados somente os jovens que não são responsáveis pelo sustento familiar. Aqueles considerados arrimo de família são dispensados de imediato ou, então, podem pedir dispensa no decorrer do período de instrução militar.
O coronel decidiu fazer o esclarecimento em razão de reportagem publicada pela FOLHA no início de julho, em que um atirador reclamava da falta de condições financeiras para cumprir o serviço militar. Ele alegou que não tinha dinheiro para custear o transporte e que também estaria com dificuldades para encontrar um trabalho por causa da obrigação.
Segundo Chaves Pinto, o próprio regulamento do Tiro de Guerra estabelece que o atirador que comprove ser arrimo de família - pessoa responsável pelo sustento familiar - é dispensado do Tiro de Guerra. Mas antes disso, durante a seleção, o coronel apontou que são realizadas entrevistas onde o jovem pode ponderar sobre a condição financeira da família e solicitar a dispensa. ''Em hipótese alguma, quem não tem condições, é obrigado a continuar a instrução'', garantiu o militar.
Chaves Pinto admitiu que a questão do transporte é uma dificuldade mas destacou que algumas cidades criaram leis municipais que garantem passe livre aos atiradores no período de instrução. Em Londrina, a chefia do TG tentou conseguir o benefício com a ajuda da Câmara de Vereadores em março de 2006 mas as negociações não progrediram.
O coronel lembrou que se não houvesse o TG na cidade, os jovens teriam que servir no Batalhão do Exército de Apucarana, o que acarretaria em ter de interromper estudos e, até mesmo, deixar um trabalho para cumprir o serviço militar obrigatório. Além disso, destacou Chaves Pinto, os Tiros de Guerra desempenham importante papel na sociedade, auxiliando em ações sociais, ambientais e de saúde pública.
Ele lembrou que o jovem que fez as reclamações para a FOLHA não procurou a chefia do Tiro de Guerra de Londrina para relatar seus problemas ou pedir dispensa. ''Se tivesse nos procurado, teríamos tentado resolver o problema'', assegurou o chefe de instrução do TG em Londrina, sargento Fabiano Francisco de Oliveira.
Em Londrina, o TG envolve cerca de 200 jovens. Nas 17 unidades do Paraná, são 1,6 jovens que precisam cumprir duas horas de instrução diária, sempre no período das 5 às 7 da manhã, para não prejudicar os estudos ou o trabalho de quem é convocado.


