Não é a falta de fiscais, a formação deles ou a estrutura deficiente. Para o chefe regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Carlos Alberto Hirata, a burocracia é o que mais dificulta o trabalho do órgão. ''Cada processo de autuação que é aberto, gera mais três. Você pode imaginar a quantidade que existe?''
Ele garante que desde que assumiu o Instituto, em maio deste ano, a agilidade dos processos aumentou em 40%. O IAP atua em 26 municípios da região e tem como principal responsabilidade emitir laudos ambientais e licenciamentos de obras. Com uma demanda expressiva, o próprio chefe analisa: ''Além de agilizar os processos, é preciso que se cumpra a lei como está prevista. Não é possível fazer as coisas sem planejamento e querer que o IAP compactue com isto''.
Questionado sobre o tratamento que é dado pelo órgão às empresas e entidades, sejam públicas ou particulares, pequenas, médias ou grandes, Hirata garantiu que todas são iguais perante a lei. Ele ainda afirmou que a influência do proprietário não é levada em consideração no parecer técnico.
Hirata reconhece que tem uma visão particular sobre como deve ser feito o trabalho dos órgãos de defesa do ambiente. ''A fiscalização é uma oportunidade de educar. Por que gerar uma multa se o que falta é orientação?'', sugere. Ele defende que é preciso mudar a ''maneira de julgar as coisas, pois para os homens o que está errado ou deve ser punido ou cerceado'' e, segundo afirma, o meio ambiente não é assim. Para Hirata, antes de qualquer coisa, as pessoas precisam ser educadas.
Para maior proteção ao ambiente de Londrina, ele defende que haja uma efetividade do poder Judiciário e coerência do Legislativo. ''Problemas estruturais para executar a fiscalização, sempre vamos ter. Quem faz as leis no município também deve fazer seu papel conforme um planejamento já realizado e elaborado por pessoas com visão técnica.'' (G.B.)

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