A transferência de funcionários do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Londrina para escolas estaduais não tem conotação política. É o que garante a chefe do núcleo, Sandra Regina Amaral. ‘‘Elas integram as mudanças exigidas pela Secretaria Estadual de Educação (SEED)’’, afirmou.
A explicação foi dada ontem aos vereadores Elza Correa (PMDB), Márcia Lopes (PT) e Carlos Alberto da Costa Bordin (PMDB), que pediram informações sobre as mudanças motivados pela notícia divulgada pela Folha sobre a indicação de deputados para as chefias de núcleos.
Até julho, 18 dos 37 funcionários do NRE de Londrina com carga de trabalho de 20 horas/semanais serão remanejados para escolas onde ocuparão cargos de coordenação ou supervisão. Segundo a chefe do NRE, o contato desse pessoal com os diretores das escolas ficaria prejudicado com o novo horário do Núcleo, das 12h30 até as 19 horas, previsto para vigorar a partir da próxima semana, com a redução na carga horária de todo o funcionalismo.
A SEED, afirma Sandra, teria sugerido três horários para que os núcleos de todo o Estado escolhesem e se adaptassem a eles. A escolha teria sido feita pelos diretores das escolas estaduais. A transferência de pessoal, entretanto, é decisão do NRE de Londrina.
A chefe fez questão de afirmar que tomou a decisão na qualidade de administradora, para a qual foi nomeada. Ela destacou ainda que é especialista em gestão de sistemas educacionais, e isso foi um dos critérios que pesaram na sua nomeação para o cargo.
Nessa mudança, o NRE de Londrina passa a ter 71 funcionários e algumas funções, consideradas obsoletas, serão eliminadas. ‘‘As vagas deixadas não serão preenchidas’’, garantiu. Sandra Amaral disse ainda que não haverá prejuízos nos trabalhos. Aos funcionários do NRE, entretanto, não foram pedidas sugestões sobre como administrar as mudanças. A notícia do remanejamento, segundo Sandra, teria chegado ao pessoal do núcleo através dos coordenadores de setor.
A vereadora Márcia Lopes disse que explicação dos critérios adotados por Sandra nessa transferência não convenceu, pois não foram consultados todos os 89 funcionários do núcleo. A vereadora lembrou ainda que a medida de redução de custos do governo ‘‘é autoritária e oferece prejuízos a muitos municípios’’.
A suspensão da merenda escolar para os alunos do ensino médio também foi tratada na reunião. A chefe do NRE repassou aos vereadores cópia da medida provisória do governo federal que determina a suspensão. Apesar do protesto de alguns alunos divulgados na imprensa, não houve, segundo Sandra, manifestações por parte das direções de escolas. Os vereadores se comprometeram em pedir aos deputados federais da região as mudanças da medida.

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