Chefe da Life Sul nega acusação de estelionato
Lucilia Okamura
De Londrina
A coordenadora da empresa Triple Card/Life Sul Representações, Genessi Rodrigues da Silva, foi interrogada ontem à tarde pelo delegado do 1º Distrito Policial de Londrina, Valter Martins Lemos. Ela está indiciada em inquérito policial por estelionato, mas, durante o depoimento, negou todas as acusações.
O inquérito foi instaurado no dia 13 de abril e apura se candidatos ao emprego na Life Sul foram lesadas, já que elas teriam sido induzidas a vender planos de saúde para garantirem suas vagas. Mais de 15 supostas vítimas já registraram queixa na 10ª Subdivisão Policial. Elas disseram que eram incentivados pelos funcionários da empresa a vender para parentes ou amigos e até emprestar dinheiro para adquirir os planos de saúde.
Em seu depoimento, Genessi disse que nunca teve a intenção de lesar alguém e afirmou que a empresa é registrada nas Juntas Comerciais do Paraná e São Paulo. Segundo o delegado, Genessi disse ainda que quer ressarcir as pessoas que alegam ter sido lesadas.
Em seu depoimento, Genessi alegou ainda que todos os candidatos assinaram um documento se comprometendo a não vender planos para parentes, amigos ou familiares. Em entrevista à Folha, candidados confirmaram que, oficialmente, era proibida a venda para pessoas próximas, mas que os próprios funcionários da empresa incentivavam essa prática por baixo dos panos.
Lemos encaminhou ontem ofício ao Fórum, solicitando que a Justiça interceda junto a dois bancos para que liberem informações sobre contas correntes da empresa. Ele disse que entrou em contato com as agências bancárias, mas foi informado que as informações eram sigilosas.
Desde segunda-feira, a Life Sul, localizada na Avenida Paraná (área central), está fechada. Um cartaz com os dizeres Fechado por luto havia sido colocado na porta. Em depoimento ao delegado ontem, Genessi confirmou que colocou o aviso para escapar do assédio da imprensa.





