Cascavel - O chefe da 7ª Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) de Cascavel, Valdir Crivelari, confirmou ontem que está encaminhando ao chefe do Detran do Paraná, César Franco, seu pedido de exoneração do cargo. Crivelari alegou que pretende disputar as indicações de seu partido, o PTB, para concorrer a uma vaga à Assembléia Legislativa do Estado. Ele havia sido nomeado ao cargo por intermédio do deputado estadual, Tiago Amorim, morto em dezembro.
O chefe da Ciretran deixa o cargo em meio a uma série de denúncias envolvendo seu nome. Ele é acusado por proprietários de CFCs (Centros de Formação de Condutores) de favorecer duas auto-escolas, pertencentes a uma única pessoa, na marcação de testes no Detran. Os denunciantes acusam essas auto-escolas de terem prioridade sobre as demais. Crivelari também é acusado de influenciar a decisão do Detran nas punições impostas aos CFCs de Cascavel.
A denúncia motivou uma sindicância na 7ª Ciretran, por parte do comando do Detran do Paraná. Auditores estão em Cascavel há mais de um mês colhendo informações e documentos que estão sendo analisados. Apesar de Crivelari alegando motivos políticos para se desligar, uma fonte ligada ao Detran, garantiu que se ele não apresentasse seu pedido de demissão, seria afastado das funções nos próximos dias.
Mesmo com o pedido de exoneração, as investigações na 7ª Ciretran não deverão ser interrompidas. A assessoria de imprensa do Detran, em Curitiba, informou que não existe um nome oficial indicado para substituir Crivelari.

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