De acordo com o chefe do setor de emissão de carteiras de trabalho da Subdelegacia do Ministério do Trabalho, Hélio dos Santos, as dificuldades para se obter uma nova carteira fazem parte da fase de implantação e devem terminar nas próximas semanas. ‘‘A expedição do novo modelo de CTPS teve início, em alguns estados brasileiros, no final de janeiro. Ainda estamos dentro do período de implantação, de ajustes, e é normal enfrentarmos algumas dificuldades.’’
No Paraná, apenas Londrina, Foz do Iguaçu, Maringá e Curitiba estão recebendo os requerimentos - cerca de 750 por dia - de novas carteiras de trabalho. Mas as subdelegacias das cidades do interior ainda estão sem o equipamento usado para o preenchimento da CTPS, e só podem enviar à Delegacia do Ministério do Trabalho de Curitiba 30 pedidos por dia cada uma. Esta é a razão do número de senhas limitado e do atraso na entrega do documento ao requerente.
Segundo Hélio dos Santos, antes da chegada da nova carteria a Subdelegacia de Londrina emitia diariamente cerca de 120 CTPS. Sem filas nas madrugadas e sem senhas limitadas. ‘‘Mas estas dificuldades são temporárias e logo estarão resolvidas. Quando nosso equipamento chegar - nas próximas semanas - poderemos emitir um número muito grande de carteiras todos os dias’’, diz o chefe do setor. ‘‘O equipamento de Curitiba consegue emitir aproximadamente 250 carteiras por dia. O problema é que este equipamento é caro, importado, e está demorando a chegar em Londrina.’’
O governo federal, através do Ministério do Trabalho, está implantando o novo modelo de CTPS para evitar fraudes e dar maior segurança aos seus portadores. A nova carteira, produzida pela Casa da Moeda do Banco Central, é impressa em papel grosso verde-claro - parecido com a do passaporte - e tem o número perfurado em todas as páginas. A folha onde ficam a fotografia, a impressão digital e dados do portador é plastificada e à prova de rasuras. Caso o plático seja aberto, a folha de papel se esfarela como pão, impedindo fraudes.
(Osmani Costa)

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