A Chapa 2 - ‘‘Alternativa Bancária’’ - promete esquentar as eleições para a nova diretoria do Sindicato dos Bancários de Londrina. Na avaliação da candidata à presidência, Vanda Kemp, o anseio dos cerca de 4.000 bancários que formam a base da entidade é ver o rumo da administração do sindicato mudar. ‘‘A reclamação mais frequente entre os bancários é de que o sindicato se perdeu na busca dos interesses políticos e esqueceu de priorizar a sua própria base.’’
Funcionária do Banco do Brasil há 16 anos, Vanda Kemp conta que só aceitou fazer parte da Chapa depois de uma pesquisa junto aos colegas, onde a indicação de seu nome conseguiu mais de 80% de aceitação. ‘‘Entramos nesta eleição para ganhar e com o objetivo de devolver o sindicato à base’’, diz. A Chapa 2 é formada por 40 membros, de 14 bancos diferentes em cinco cidades da região. Todos os candidatos são novos na disputa de eleições, segundo a candidata Vanda Kemp.
Usando o eslogam ‘‘Muda Sindicato’’, a Chapa 2 propõe uma administração que priorize a assistência social e no setor de formação dos bancários associados. Mas deixa claro que a meta não é o assistencialismo paternalista. Vanda Kemp explica que a idéia é o sindicato bancar estrutura física e criar cooperativas de funcionários para administrar o serviço. Uma das propostas que se enquadrariam dentro deste sistema é a construção de uma creche. Para as cidades da região, a solução apontada pelo grupo são os convênios com outras creches.
‘‘Qualquer serviço que a gente implante tem de ficar nas mãos dos bancários para garantir a sua continuidade, independente das próximas diretorias’’, enfatiza. Dizendo-se preocupados com a necessidade de qualificação do bancário, como ‘‘garantia de emprego’’, os componentes da Chapa 2 prometem apostar em cursos profissionalizantes. Para viabilizar essa meta, a Chapa 2 pretende fechar convênios com a Universidade Estadual de Londrina (UEL), Sesc e Senai.
Na plataforma de propostas estão ainda uma sede recreativa em Londrina e a construção de uma sede administrativa própria. De acordo com os cálculos dos candidatos, o sindicato recolhe cerca de R$ 800 mil por ano, dinheiro que, segundo seus membros, se bem administrado, garante o cumprimento de todas as propostas de assistência.
Ao todo 3.850 bancários estão em condições de voto, cerca de 3 mil empregados em agências de bancos privados, estaduais e federais em Londrina. As eleições estão marcadas para 16 e 17 de janeiro, e a entidade já trabalha com a possibilidade de um segundo turno, caso não haja quórum ou nenhuma das Chapas consiga fazer a maioria dos votos (50% mais um ). Duas chapas vão concorrer: a ‘‘Construindo o Futuro’’ (Chapa 1), encabeçada pelo funcionário do Banestado José Francisco da Silva, ‘‘o Chico’’, e formada por integrantes da atual diretoria; e a ‘‘Alternativa Bancária’’, (Chapa 2) presidida por Vanda Kemp.
Como nas eleições anteriores, apenas duas das 15 urnas que irão colher os votos serão fixas: uma no Centro de Serviços de Comunicação (Cesec) do Banco do Brasil e a outra na sede do sindicato. As demais urnas serão itinerantes e vão percorrer todos os locais de trabalho. O voto é facultativo e secreto, mas a possibilidade de falta de quórum é improvável. O histórico das eleições da entidade mostra que a média de comparecimento às urnas é de 90% dos eleitores. Em 94, a média chegou perto dos 100%.

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