Chances de sucesso são maiores quando o tratamento começa cedo
Atualmente, o Hospital Universitário (HU) é o único de Londrina que aplica o teste-rápido nas mulheres grávidas que se internam para ter bebês pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Só este ano, até o mês de maio, 363 gestantes fizeram o teste.
Como o Ministério da Saúde suspendeu o fornecimento dos kits, o HU resolveu bancar o custo do exame. ''Fica mais barato fazer o teste-rápido do que outras sorologias que eram feitas anteriormente com o sangue do cordão umbilical'', explicou a responsável pelo setor de infectologia pediátrica do Hospital de Clínicas (ligada ao HU), Jaqueline Capobianco. ''Sem contar na economia com o tratamento, já que o teste pode evitar que o bebê seja infectado.'' Todos os remédios utilizados por portadores do vírus da Aids são fornecidos gratuitamente pelo Ministério da Saúde.
Nos últimos anos aumentou muito o número de mulheres que têm o vírus da Aids. Números da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que no início dos anos 80 havia 18 homens infectados para cada mulher portadora do vírus. A partir de 1997, essa proporção diminuiu para dois homens para cada mulher infectada. No Brasil, a maioria das mulheres doentes de Aids está em idade fértil tem de 25 a 30 anos.
Outra descoberta que preocupa os profissionais de saúde é que não existe mais o chamado ''grupo de risco'' viciados em droga, prostitutas e homossexuais. Uma pesquisa feita no Hospital Universitário apontou que 15,8% das mulheres infectadas não tinham qualquer fator de risco nenhuma usava drogas e todas tinham apenas um parceiro sexual há bastante tempo.
''Por isso é importante fazer o exame em todas as mulheres grávidas. Atualmente, o teste só é feito quando o médico oferece. Infelizmente, é preciso maior rigor. Quanto antes se começa o tratamento maior é a chance do bebê não ser infectado'', assegurou Jaqueline.





