O chanceler e proprietário da Unopar, Marco Antonio Laffranchi, reconheceu a autenticidade dos documentos entregues à Folha, à Promotoria de Investigações Criminais de Londrina, às rádios CBN/Tabajara AM, à Receita Federal e à Procuradoria Geral da República. ''Esses documentos são oficiais. Devem ter conseguido em algum banco, ou loja em que eu tenho crédito'', disse ele, na última quarta-feira.
Mesmo tendo certeza da autenticidade dos documentos, o chanceler disse que não tivera contato anterior com o que foi entregue: ''Não vi nenhum desses documentos'', alegou. Entre os documentos enviados à Folha, sem identificação do remetente, estavam cópias da declaração do imposto de renda de 1999 dos proprietários da Unopar o casal Marco Antonio Laffranchi e Elisabeth Bueno Laffranchi; um extrato da alteração do estatuto da fundação mantenedora da Unopar fixado em 4 de fevereiro de 1993; e a ata, de 8 de julho 1997, em que o casal é considerado detentor da totalidade de capital da entidade mantenedora.
Apesar da Folha não ter anunciado a Laffranchi o valor que estava declarado em seu imposto de renda enviado à Redação, o chanceler revelou à reportagem um valor muito próximo ao que constava nos documentos. ''Quando eu declaro no imposto de renda R$ 11 milhões em quotas de capital, não quer dizer que eu tenho isto disponível'', afirmou.
A reportagem teve duas longas conversas com o chanceler nas tardes de quarta e quinta-feira. Ontem, Laffranchi iria receber a Folha mas voltou atrás. Por intermédio de uma assessora, a Folha entregou uma cópia da declaração do imposto de renda de 1999 e solicitou ao chanceler que ratificasse a autenticidade dos documentos. Laffranchi disse que não daria mais entrevistas à Folha e enviaria sua informações por escrito. (R.S.G.)

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