O diagnóstico precoce pode ser decisivo no sucesso do tratamento contra o câncer de mama. De acordo com o mastologista José D’Oliveira Couto Filho, de Londrina, há 95% de chance de cura para todos os casos identificados. "O exame para detectar o câncer de mama deve ser feito até mesmo quando a paciente não está sentindo nada. O ideal é descobrir a doença antes de aparecerem os primeiros sintomas, ainda na fase pré-clínica", explica. Exames clínicos e exames de imagem, como a mamografia, são utilizados no diagnóstico final.
Além do autoexame que deve ser realizado antes e depois do período em que ocorre a menstruação, exames clínicos precisam ser feitos todas as vezes em que as mamas apresentarem alterações. A partir dos 35 anos, a mamografia é indicada a cada dois anos. Após os 40, o ideal é que o exame seja feito anualmente. Conforme dados do Ministério da Saúde, mais de 1,8 milhão de mamografias foram realizadas de janeiro a junho de 2015 em todo o País. Grande parte em mulheres com idades entre 50 e 69 anos.
Couto Filho esclareceu ainda que apenas 5% dos casos de câncer ocorrem devido a fatores genéticos. "Isso ocorre quando o parente é de primeiro grau e quando o câncer de mama foi antes da menopausa. Uma tia ou uma avó que teve câncer aos 80 anos não aumenta em nada o risco de câncer de mama nos seus descendentes jovens. Elas vão ter o mesmo risco que a população em geral", detalha.
É importante que as pacientes permaneçam atentas a sinais como a presença de nódulos nos seios, a saída espontânea de líquido pelos mamilos e a alteração de cor da pele da mama ou do mamilo. A mastectomia ou retirada total da mama é indicada somente após uma análise criteriosa das características do tumor como tamanho e subtipo. "Há inúmeros tipos e subtipos de câncer de mama. Para cada um deles há o tratamento mais adequado", reforça o mastologista.

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