Champagnat pede à PM fim de investigações contra gangues
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 04 de setembro de 1997
Célia Baroni 
Londrina
O Colégio Estadual Marcelino Champagnat pediu o afastamento da Polícia Militar das imediações da escola e o fim das investigações para apurar os grupos envolvidos nas brigas entre o alunos de lá e do Vicente Rijo. A informação é do comandante em exercício do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), major Ademir Costa. O colégio alegou que o caso não é de polícia e que a situação já foi contornada, informou.
Apesar de concordar que o caso não é de polícia, o major disse ter estranhado a decisão do colégio. Mesmo a situação estando mais calma não se pode esquecer que os estudantes chegaram a se armar para o enfrentamento. Nosso objetivo principal é o de prevenção. Lembrou que, há duas semanas, quando a polícia foi acionada, os diretores denunciaram ter encontrado com os alunos pedaços de correntes e imitações de chacos, arma é utilizada em lutas marciais.
Segundo o major, os policiais já haviam identificado alguns alunos que haviam sofrido escoriações durante os confrontos; todos do colégio Champagnat. Através deles seria fácil chegar aos outros envolvidos. Mas com o afastamento da polícia fica mais complicado. A Folha procurou a diretoria do colégio, mas o diretor geral Fortunato Zanineto não estava.
O major acrescentou que a PM continua mantendo uma viatura no colégio Vicente Rijo e fazendo o policiamento especial no terminal urbano. O colégio Vicente Rijo não pediu o afastamento da polícia. Tudo leva a crer que nosso trabalho conjunto de conscientização dos alunos e a interferência dos pais conseguiram resolver a questão, resumiu a diretora do colégio Vicente Rijo, Vera Akaishi.
Decidida a não dar maiores informações, ela se limitou a informar que a paz é fruto de um trabalho de parceria entre as diretorias dos dois colégios, pais e polícia. A delegada responsável pelo inquérito que apura a briga entre grupos de alunos dos dois colégios, Paula Francinete, também não quis falar sobre o assunto. Não existem gangues nos dois colégios, disse, orientando a equipe da Folha a procurar a direção dos colégios para maiores informações. Segundo ela, até ontem nenhum menor foi ouvido sobre o caso.
De acordo com a diretora do Vicente Rijo, as brigas começaram há cerca de 20 dias por causa do furto de um boné pertencente a um aluno do Vicente Rijo. A situação ficou crítica a ponto de os alunos tirarem o uniforme para não serem reconhecidos.


