Champagnat ficou em oitavo lugar
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2005
Jacira Werle<br> Reportagem Local 
Muita leitura. Com essa receita simples o Colégio Estadual Marcelino Champagnat, de Londrina, conseguiu o oitavo lugar no ranking das melhores escolas públicas do País. Orgulhosos, professores e alunos comemoram a conquista. ''Aqui as aulas são puxadas mas é assim que se aprende'', garante o estudante de oitava série, André Luiz Martins da Silveira, 14 anos.
''Nós trabalhamos para assegurar a qualidade do ensino; recebermos esse tipo de reconhecimento é só uma consequência do trabalho realizado'', afirma o diretor da escola, Claudecir Almeida da Silva. À frente da instituição desde 2000, ele conta que o colégio inaugurou uma sala de leitura, passou a desenvolver atividades de teatro, implantou laboratórios de informática, física e química, além de ter uma rádio interna e site da instituição. ''Queremos que os alunos circulem pelos vários ambientes. Isso facilita o aprendizado'', argumenta.
Tapetes e amolfadas pelo chão. Assim é o espaço destinado à sala de leitura. Todos os alunos da escola visitam a sala pelo menos uma vez por semana, explica a professora de Língua Portuguesa, Ivanilse Maia Stores. ''De acordo com o programa de cada série os alunos vão mais ou menos vezes na sala de leitura. Depois nós discutimos e eles fazem redações para avaliarmos o que cada aluno conseguiu aprender'', afirma.
O Colégio possui 1.700 alunos distribuídos em 41 turmas de quinta a oitava séries e Ensino Médio. Segundo o diretor, graças às parcerias, a instituição conseguiu ampliar o número de volumes da biblioteca para 15 mil exemplares e mantém uma banda de música e atividades esportivas. A associação de pais e mestres realiza promoções para aquisição de peças para os computadores e manutenção dos laboratórios de informática.
O estudante da sétima série, Henrique Rezende da Silva, 14 anos, conta que lê 10 livros por mês. Segundo o estudante, com a leitura ele consegue escrever com mais facilidade e ganha vocabulário. Nikolas Augusto Silva, 14 anos, menciona que sempre acompanha o que está acontecendo no mundo pelo jornal. Eles acreditam que a leitura ajuda em todas as disciplinas.


