Os diretores do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) voltaram a acusar ontem a antiga direção da entidade pelo assassinato do ex-presidente, Aristides da Silva, 48 anos. Silva, conhecido como Tigrinho, foi morto a tiros por dois homens, no dia 14 de março deste ano, na sede do sindicato emá Itapoáá, no litoral catarinense. Em meio a um protesto que cobrava maior agilidade da polícia de Santa Catarina, os sindicalistas paranaenses prestaram depoimento durante todo o dia no 3º Distrito Policial de Joinville (Santa Catarina), que investiga o assassinato.
‘‘Estamos espantados com a demora da prisão dos acusados’’, disse o atual presidente do Sindimoc, Denilson Pires da Silva. Ele afirmou que existem provas e testemunhas no inquérito policial que indicam quem teria mandado executar o sindicalista. Pires da Silva se refere aos ex-diretores do Sindimoc, em especial a Cláudio Coelho Barbosa, que teria levado os dois pistoleiros para Itapoá em seu próprio carro.
A delegada Maria de Fátimaáá Souza Ignáácio se recusou a falar com a imprensa. Ela disse que somente daria informações após a tomada de depoimentos, que deve acabar hoje ou amanhã. Além de não entender porque Maria de Fátima chamou a atual direção para depor, o presidente do Sindimoc não se conforma que a delegada não tenha pedido a áprisão preventiva de Barbosa, considerado o principal suspeito.
Os três primeiros depoimentos de ontem foram do agente comunitário Antonio Pereira da Silva, do ex-jogador de futebol Marcio Ramos e do diretor do sindicato Davi Manoel dos Santos. Os três teriam visto Barbosa e os dois supostos pistoleiros voltando de Itapoá para Curitiba sete horas depois do crime. Os suspeitos estariam em um Santana prateado, de Barbosa.á Somente o depoimento de Ramos durou mais de duas horas e meia.
Pires da Silva disse que iria cobrar explicações da delegada e se ela tratasse ‘‘mal’’ os representantes do sindicato, como vinha ocorrendo, segundo ele, o Sindimoc pretendia fazer uma passeata pelas ruas de Joinville. A estratégia era expor a delegada junto à sociedade. Na cidade estavam cerca de 30 sindicalistas, que carregavam faixas com frases que pediam rapidez na ação policial.Albari RosaA atual diretoria do Sindimoc acusa a ex-direção pelo crimeJames Alberti

mockup