Chacareiro pretende voltar a criar frangos
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 12 de agosto de 1997
Da Redação 
Marcos BorgesCarniato: granja parada há 40 diasJunto com dezenas de outros produtores rurais, o proprietário da Chácara Copacabana, localizada no distrito do Espírito Santo (zona sul), Benedito Carniato, 55 anos, presenciou ontem, na Prefeitura, a assinatura da ordem de serviço para readequação de pontos críticos das estradas rurais do município. Carniato aguarda com ansiedade a recuperação da estrada de acesso à chácara para poder retomar as atividades da granja de frangos. Por causa da situação da estrada, estou com a granja parada há 40 dias, diz ele.
A granja é uma das atividades desenvolvidas na propriedade, que fica a 10 quilômetros de Londrina. Segundo Carniato, a firma que fornece os pintos e compra os frangos se recusa a entrar na propriedade, que fica a 1.800 metros, incluindo carreador, distante da rodovia Álvaro Godoy, que é asfaltada. Carniato revela que, para produzir anualmente 65 mil frangos, investiu R$ 20 mil. É um dinheiro que está parado.
O proprietário lembra que, na administração passada, o trecho foi moledado. Paguei R$ 155,00 para a Prefeitura, pelo diesel, mas o serviço foi mal feito.
Segundo o proprietário, em lugar de pedras foi usado cascalho. Quando chove, a estrada vira um lamaçal. Fica impossível chegar lá nos dias de chuva. Isso, para minha atividade representa prejuízo. Carniato detalha que precisa levar ração até lá já que a alimentação dos pintos deve ser dada em horários determinados. Se falta ração, eles não engordam. Se o caminhão não pode entrar lá para buscar os frangos no dia certo, o custo aumento. Tudo isso é prejuízo, diz.
O proprietário diz que está disposto a contribuir para ter o trecho readequado. Destaca que a propriedade era de seu pai e que, há 49 anos, a família paga corretamente os impostos municipais. Mas nunca tivemos o retorno disso. Na opinião de Carniato, a Prefeitura de Londrina deveria manter nos distritos as máquinas necessárias para a conservação das vias rurais.
Dono do sítio Mariano, no patrimônio Regina, José Mariano Neto, destaca a necessidade de manutenção das estradas rurais. Ele conta que acabou desistindo da horticultura devido à falta de conservação da via de acesso à sua propriedade. As hortaliças que eram entregues em Londrina, ele conta, muitas vezes acabaram se perdendo. Eu não podia entrar lá e tinha que deixar de cumprir a entrega. Mariano Neto está se dedicando agora à produção de morangos. Para nós seria muito melhor o asfalto, que é para a vida toda. Mas se fizerem um bom moledo já está bom demais.
(Luka Morais)


