Fios de cobre e cortadeiras de grama à gasolina (orçada em aproximadamente R$ 2 mil) estão entre os objetos roubados na Zona Rural de Londrina. Segundo o dentista Luis Henrique Pereira de Camargo, vice-presidente da Associação de Proprietários do Limoeiro I e II, os chacareiros acumulam boletins de ocorrência inúteis em termos práticos. ''A Polícia Militar, raramente, passa aqui. É por isso que, além do prejuízo, as vítimas ainda apanham'', afirma o dentista, que suspeita da participação de moradores nestes crimes.
A área a qual Camargo refere-se é composta por mais de 200 chácaras que formavam a fazenda Nata. Cerca de metade das propriedades serve de residência, 30 destinam-se ao lazer nos finais de semana e o restante está em construção. Nos últimos dias, a associação dispensou dois motociclistas que fiscalizavam o movimento entre as chácaras.
Na opinião de Reinaldo Balan, filho de proprietários, a vigilância de motocicleta não aumenta a segurança porque a área é muito grande. ''Meus pais foram roubados à mão armada há dois anos e a Polícia não descobriu nada. Aqui, as pessoas cuidam-se como podem e entregam a sorte para Deus'', disse o rapaz, que, em breve, transferirá sua residência para o Limoeiro. Para Otávio Vicentini, mais conhecido como Ligeirinho, a região não é insegura. ''O importante é não deixar a casa sozinha'', aconselha o comerciante, que utiliza cerca elétrica e alarme como precaução.
O tenente Ricardo Eguedis, do setor de Relações Públicas do 5º Batalhão da Polícia Militar, alega que o patrulhamento no Limoeiro I e II é diferenciado, mas suficiente. Conforme ele, algumas prisões foram efetuadas e objetos foram recuperados na região. Mas, a dificuldade em prender os suspeitos é a comprovação. ''Infelizmente, nosso Código Penal oferece recursos de defesa no qual esbarramos. Por isso, é cada vez mais importante a participação da comunidade com informações''.

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