Alvora do Sul - O índice de infestação do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, caiu de 5,8%, em novembro do ano passado, para 4,7% em janeiro deste ano em Alvorada do Sul. Ainda assim, a cidade permanece em alerta. O índice considerado tolerável pela Organização Mundial da Saúde é 1%. Em 2013, o pico foi registrado em março, quando foram registradas, em média, 200 notificações por dia de casos suspeitos da doença. Em todo o ano passado, foram confirmados 303 casos.
Os profissionais receberam treinamento e realizam testes rápidos para detectar a dengue. Dois mutirões de limpeza e oito ciclos de aplicação do inseticida foram feitos para eliminar o mosquito. Após a detecção dos casos suspeitos, agentes de Endemias fazem ações de bloqueio e vistoriam as casas vizinhas.
Ao todo, dez funcionários aplicam o fumacê costal, outros 12 agentes realizam o trabalho de conscientização dos moradores. Casas fechadas e chácaras estão na mira da prefeitura. "A cidade é turística e recebe de 3 a 6 mil pessoas por final de semana. São mais de 5 mil propriedades rurais, a maioria fica fechada durante a semana", ressalta o chefe da Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde de Alvorada do Sul, Dionísio Sperandio Neto. "Faltou planejamento. A 17ª Regional de Saúde já tinha nos avisado que o risco de uma nova epidemia era grande no final do ano passado passado", admitiu.
Para a comerciante Janaina Mariana dos Santos, de 29 anos, a prefeitura deveria melhorar o serviço de coleta de lixo. Janaina mora em uma chácara e, segundo ela, a coleta é feita apenas uma vez por semana. "Mato pernilongo e mosquito da dengue todo o dia por lá. O risco com aquelas casas fechadas é muito grande. Qualquer objeto pode acumular água", disse preocupada.
Desde dezembro, mais de 30 donos de imóveis foram multados depois que os agentes de Endemias encontraram focos do mosquito por mais de duas vezes em cada imóvel. A multa aplicada é de R$ 588. (V.C.)

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