Em seu aniversário de 50 anos - e Dia do Estudante -, a Casa do Estudante Universitário do Paraná (CEU) não fez comemorações, mas tem projetos para reestruturar o prédio e a imagem da instituição. Sinônimo de glamour nos anos 70, a CEU deixou de receber méritos e confiança dos estudantes e da sociedade.
Para o segundo vice-presidente da CEU, Rudinei José Miola, a causa da deterioração foi a falta de ajuda do governo e a despreocupação dos antigos moradores. ‘‘Há dez anos o governo não repassa verbas para a CEU’’, disse.
Hoje, a casa vive da mensalidade de R$ 50,00 dos 360 moradores. O dinheiro consegue cobrir apenas despesas com alimentação, limpeza e funcionários. As dívidas ultrapassam R$ 1 milhão. A CEU deve R$ 533.215,00 para o INSS, R$ 266.890,00 de IPTU, R$ 368.435,00 para a Sanepar, e R$ 21.800,00 para a Copel. A dívida com a Copel está sendo paga há três anos, segundo Miola. As contas da Sanepar e do IPTU estão sendo negociadas.
Reforma - A CEU espera a aprovação do governo para realizar a reforma hidráulica, elétrica e estrutural do prédio, que deve custar R$ 800 mil. ‘‘Só temos dinheiro para manter a casa. Não temos condições nem de fazer reforma num banheiro’’, afirmou Miola. Além da ajuda do governo, a CEU também espera arrecadar dinheiro com uma fundação, criada por ex-moradores.
A CEU recebe estudantes do interior do Paraná, diversos Estados e outros países, como África, Paraguai, Argentina e Bolívia. Todos os moradores devem reservar de 8 a 20 horas por mês para fazer trabalhos em benefício da casa.

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