Os 18 professores do Centro de Educação Tecnológica Carambeí (Cetec), no bairro Aeroporto (zona leste), não recebem salários desde setembro. A denúncia é do Sindicato dos Professores de Escolas Particulares de Londrina e Região Norte do Paraná, que intermedia a negociação entre a direção da escola e docentes.
O Cetec foi inaugurado no ano passado e é mantido pela Fundação Laudelina Pereira, com recursos da indústria têxtil Carambeí. Segundo o presidente do sindicato, Moacir Antônio Szekut, o pagamento começou a atrasar no início deste ano e em setembro a escola parou de pagar. ‘‘Os professores continuaram trabalhando, acreditando que a escola encontraria uma solução’’, afirma o secretário do sindicato, Eloir Martins Valença.
Segundo Szekut e Valença, a situação se tornou insustentável agora já que, além do atraso nos salários, os professores não receberam nenhuma parcela do 13º salário. Eles se mostram preocupados ainda com a possibilidade da escola não abrir em 1997.
Ontem à tarde aconteceu a última reunião entre docentes e a diretoria, mas não chegaram a um acordo. O diretor do Cetec, George Baum, credita o atraso do pagamento às dificuldades financeiras da Carambeí. Ele diz que o custo de manutenção da escola é de cerca de R$ 30 mil, sendo que a folha de pagamento dos professores corresponde a R$ 12 mil. Dos 150 alunos da escola, 80% são bolsistas. A mensalidade é de R$ 250,00.
Baum explica que sete docentes ainda não receberam o salário de setembro e de outubro em diante não foi pago salário a nenhum deles. Ele confirma que existe o risco da escola não funcionar em 1997, mas que estão sendo tentadas todas as formas para isto não acontecer. ‘‘Estamos buscando parcerias com o Município e o Governo do Estado.’’

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