Cetec atrasa salários e corre risco de fechar
PUBLICAÇÃO
sábado, 14 de dezembro de 1996
Lucília Okamura 
Os 18 professores do Centro de Educação Tecnológica Carambeí (Cetec), no bairro Aeroporto (zona leste), não recebem salários desde setembro. A denúncia é do Sindicato dos Professores de Escolas Particulares de Londrina e Região Norte do Paraná, que intermedia a negociação entre a direção da escola e docentes.
O Cetec foi inaugurado no ano passado e é mantido pela Fundação Laudelina Pereira, com recursos da indústria têxtil Carambeí. Segundo o presidente do sindicato, Moacir Antônio Szekut, o pagamento começou a atrasar no início deste ano e em setembro a escola parou de pagar. Os professores continuaram trabalhando, acreditando que a escola encontraria uma solução, afirma o secretário do sindicato, Eloir Martins Valença.
Segundo Szekut e Valença, a situação se tornou insustentável agora já que, além do atraso nos salários, os professores não receberam nenhuma parcela do 13º salário. Eles se mostram preocupados ainda com a possibilidade da escola não abrir em 1997.
Ontem à tarde aconteceu a última reunião entre docentes e a diretoria, mas não chegaram a um acordo. O diretor do Cetec, George Baum, credita o atraso do pagamento às dificuldades financeiras da Carambeí. Ele diz que o custo de manutenção da escola é de cerca de R$ 30 mil, sendo que a folha de pagamento dos professores corresponde a R$ 12 mil. Dos 150 alunos da escola, 80% são bolsistas. A mensalidade é de R$ 250,00.
Baum explica que sete docentes ainda não receberam o salário de setembro e de outubro em diante não foi pago salário a nenhum deles. Ele confirma que existe o risco da escola não funcionar em 1997, mas que estão sendo tentadas todas as formas para isto não acontecer. Estamos buscando parcerias com o Município e o Governo do Estado.


