Cesta de Páscoa quebra rotina do júri
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domingo, 12 de abril de 1998
Carmem Murara 
Kraw PenasNo FórumPoucas pessoas assistem ao julgamento de Celina e Beatriz Abagge, que entra no 22º dia O 21º dia de julgamento de Celina e Beatriz Abagge foi um pouco diferente para os sete jurados, hospedados no Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Pinhais. Eles receberam na manhã de ontem, logo após acordar, uma cesta com ovos de Páscoa. O presente foi uma iniciativa dos coordenadores do julgamento. O escrivão do Fórum de São José dos Pinhais, Arlindo Lichtenfelds, foi quem se encarregou de presenteá-los.
Depois da descontração, os sete jurados voltaram para a rotina cansativa do julgamento, que os obriga a ficar afastados da família e amigos até o dia da sentença. O presente de Páscoa foi para descontrair, disse Lichtenfelds, antes de iniciar os trabalhos. Um dos coordenadores do julgamento Osires Broska informou que o júri terminou ontem às 17h30 e que ele será recomeçado às 8h30 de hoje.
Durante todo o domingo de Páscoa, a quarta testemunha prestou depoimento. A odontolegista Beatriz Sotille França detalhou como foi feito o exame na arcada dentária no corpo do menino encontrado em Guaratuba, dias após o suposto ritual de magia negra. Beatriz é testemunha arrolada pela promotoria. Ela confirmou que o menino era Evandro Ramos Caetano.
O depoimento de Beatriz está previsto para terminar ainda hoje. Em seguida, será ouvido o diretor do Centro de Operações Especial da Polícia Civil, delegado João Ricardo Noronha. Em 1992, quando houve o crime em Guaratuba, Noronha era chefe do Grupo Tigre da Polícia Civil. O grupo investigou o envolvimento dos sete acusados da morte do garoto em uma sessão de magia negra.
O julgamento do caso Evandro já é o mais longo da história do País. A previsão inicial era que durasse 20 dias, e agora os coordenadores já não arriscam um prazo final. A fase de depoimentos deve durar ainda mais dez dias. Depois virão os debates e só então, sairá a sentença.


