Cessa a morte de sardinhas na Baía de Paranaguá
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quinta-feira, 06 de janeiro de 2011
Redação FolhaWeb com AENotícias 
Fiscalização realizada ontem (5) por equipes do IAP (Instituto Ambiental do Paraná), do CEM (Centro de Estudos do Mar), da Universidade Federal do Paraná, do Ibama e da Polícia Ambiental constatou o fim da mortandade de sardinhas da espécie xingó nas baías de Paranaguá e Antonina. As equipes percorreram todos os locais onde inicialmente foi encontrado um grande volume de sardinhas mortas entre os dias 27 e 31 de dezembro de 2010.
"De acordo com a equipe, todas as sardinhas encontradas mortas estavam em estágio avançado de decomposição, comprovando que a morte não ocorreu nas últimas 24 horas", informou o presidente do IAP, Tarcísio Mossato Pires.
Entre as causas da mortandade dos peixes, a Sema (Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos) estuda o descarte criminoso feito por barco pesqueiro. "Há indícios de descarte irregular, devido ao tamanho dos peixes e a restrição para pesca da sardinha neste período do ano em outros estados", ressalta Pires.
O IAP já solicitou informações do Programa Nacional de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras por Satélite para verificar se alguma embarcação passou pela região no período das mortes de sardinhas. O Centro de Pesquisa e Gestão de Recursos Pesqueiros do Litoral Sudeste e Sul, ligado ao Ibama, também foi contatado para auxiliar nos trabalhos.
Outra prioridade para o IAP é saber a quantidade real de sardinhas mortas. "Tendo em vista o desencontro de informações que vem sendo divulgadas, solicitamos uma aferição da quantidade real de sardinhas mortas", lembrou o presidente.
Força tarefa
Uma força tarefa formada por cerca 30 pessoas está trabalhando para descobrir as causas da morte das sardinhas. A mortandade foi constatada no dia 30 de dezembro nas proximidades das Ilhas de Amparo, Eufrazina e Piaçaguera.


