Lucinéia Parra
De Maringá
Começou ontem em Maringá a retirada dos trilhos da linha férrea das avenidas Duque de Caxias e Herval. Esta etapa da obra de revitalização do Novo Centro de Maringá é considerada histórica pelos diretores e engenheiros da Urbamar, empresa criada há 15 anos para elaborar o projeto de urbanização da área. Junto com os trilhos, os funcionários da Cesbe, empreiteira responsável pelas obras do Novo Centro, retiram também as cancelas que fizeram parte da história da cidade desde a sua fundação, há 51 anos.
‘‘Cada trilho removido significa a realização de um sonho não só da Urbamar, mas de toda população, que sempre foi a favor da retirada da linha férrea do centro da cidade’’, diz a engenheira da Urbamar, Jocelei Menon. A retirada dos trilhos está sendo possível graças à construção do maior túnel ferroviário do Sul do País, com capacidade para três linhas férreas e 1.640 metros de extensão, entre as avenidas Paraná e Pedro Taques.
‘‘O trem que trouxe progresso para a cidade não foi simplesmente banido do centro. Criamos uma nova opção de via de transporte com o rebaixamento dos trilhos’’, explica Jocelei. Hoje, os motoristas ainda vão enfrentar o transtorno causado pela interdição das avenidas Herval e Duque de Caxias, que devem receber uma camada asfáltica no lugar onde estavam assentados os trilhos.
As próximas avenidas que devem ser adequadas após a retirada dos trilhos são a Paraná, São Paulo e Pedro Taques. ‘‘Daqui a um mês, quem chegar a Maringá não vai nem perceber que uma linha férrea cortava o centro da cidade’’, diz a engenheira.
O projeto de revitalização do Novo Centro de Maringá prevê ainda a construção de uma avenida no lugar da linha férrea, que vai desafogar o trânsito das vias no sentido leste-oeste, no centro da cidade. As obras no Novo Centro tiveram início em 1992 com a retirada do pátio de manobras dos trens.

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